Sincopetro nega, mas não explica alinhamento de preços


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Quase todos os postos de Franca “alinharam” o preço do álcool de segunda para terça-feira. Coincidência?
Quase todos os postos de Franca “alinharam” o preço do álcool de segunda para terça-feira. Coincidência?
Depois de se recusar a atender a reportagem e não retornar aos recados nas cinco vezes em que foi procurado na terça-feira, o presidente regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Luís Cláudio Coelho Lima, resolveu vir a público e se manifestar sobre reportagem publicada pelo Comércio da Franca, na edição de ontem, tratando do alinhamento do preço do álcool pelos postos de combustíveis da cidade. Na nota (publicada na íntegra na página B-1), Luiz Cláudio afirma que o Sindicato não tem atribuição de tratar de preços de revenda de combustíveis. Acusa a reportagem de generalizar a conduta dos proprietários “de modo incauto e inconclusivo, com base em supostos depoimentos sem nenhuma identificação dos depoentes”. Em nenhum momento, porém, o presidente explicou o que os donos de veículos em Franca queriam saber: como é possível o preço do álcool ser reajustado de maneira quase uniforme de uma hora para outra? Como é praxe no Comércio da Franca, a reportagem sobre o alinhamento de preços foi baseada em depoimentos de proprietários de postos e frentistas. Duas fontes, que pediram anonimato temendo represálias, confirmaram que houve conversas entre os donos para aumentar o preço do combustível. “Foi uma adequação, já que os preços dos postos de bandeira branca estavam impossibilitando a competição com os bandeirados”, disse um deles. Um frentista de um posto de bandeira branca disse ter presenciado ameaças de donos de outros postos da cidade, que se diziam do sindicato, ao seu patrão, para que aumentasse o preço. Caso contrário, seu estabelecimento “seria esmagado” pelos maiores, ou seja, os bandeirados. Ele se identificou à reportagem e seu depoimento foi gravado. A matéria provocou discussões no site do Comércio. Vários leitores fizeram questão de deixar seu repúdio contra o ali-nhamento.

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