Alvo de constantes reclamações, a presença de pombos não tem deixado os moradores do Jardim Santa D’Élia sossegados. Barulho, sujeira e possíveis doenças são algumas das queixas feitas por eles. Sem saída para conter a proliferação das aves, 20 deles se juntaram e fizeram um abaixo-assinado para tentar solucionar o problema. O documento foi entregue à Secretaria de Saúde há um mês.
Morador no bairro há 12 anos, o farmacêutico Pedro Giolo Neto, 42, se sente incomodado. Os pombos enchem o seu telhado de sujeira. “Se fossem poucos, tudo bem, mas são mais de 30 pombos em cima da minha casa. Sou obrigado a limpar o telhado toda semana”.
O sapateiro Ronaldo Scott, 41, afirma que os pombos são a causa da diarréia do seu cachorro. “O veterinário afirmou que as fezes dessas aves afeta os animais e os humanos também”.
Diante de tantos problemas, os moradores resolveram se unir e pedir providências. “Descobrimos que a proliferação é por causa de uma moradora que distribui alimentos às aves. Recolhemos assinaturas e entregamos o abaixo-assinado para a Vigilância Sanitária”, disse outro morador, que não quis se identificar.
A moradora que distribui grãos de milho aos pombos duas vezes ao dia é a comerciante Maria Aparecida Monteiro, 53. Ela já foi notificada pela Vigilância, mas diz que não vai parar de alimentar os animais. “Gosto dos pombos”, disse.
Para ela, as aves não incomodam nem trazem doenças. “Cuido da minha neta de dois anos, tenho dois cachorros e um gato e nós nunca tivemos problemas por causa dos pombos”. Resistente, ela ressalta que só vai parar de dar farelos se o juiz mostrar um motivo concreto para isso. “Se ele me convencer e bater o martelo, eu paro”.
OUTROS SOFREDORES
As reclamações contra os pombos não se limitam ao Jardim Santa D’élia. A dona de casa Josina Vitor, de 62 anos, residente no Parque Progresso, disse que lá as aves também são um transtorno. “É sujeira de penas, fezes e barulho no telhado à noite”. O filho de Josina, Joaquim Carlos Garcia, 49, já fez duas queixas à Vigilância, mas não obteve resposta. “O pessoal da Prefeitura já fez visitas, orientou a gente, mas a única medida que pedem é para pôr tela de proteção nas telhas e não alimentar as aves”, diz.
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