A Vigilância Sanitária visitou os dois bairros com problemas envolvendo pombos. A constatação foi de que a causa da proliferação das aves está na própria atitude dos moradores. O diretor da Divisão Municipal de Vigilância em Saúde, Fernando Baldochi, afirma que se há alimento para eles, não tem como a quantidade de pombos diminuir. “A Praça Nossa Senhora da Conceição é onde eles mais se aglomeram, afinal encontram comida e abrigo para construírem o seu ninho”.
O pombo é vetor de doenças, através de fungos e parasitas, trazendo problemas alérgicos e respiratórios, mas, segundo Baldochi, a população não pode exterminá-los. “Não devemos acabar com eles e, sim, controlar a sua população. Quem matar pode responder a processo judicial”.
Uma portaria de 1994 expedida pelo Ibama proíbe o extermínio e classifica os pombos como componentes da fauna. “A pena, que caberá ao juiz decidir, pode ser uma multa de ação social ou até mesmo a prisão”, disse Baldochi.
A bióloga Denise Peixoto Couto, 27, que acompanha de perto a situação dos pombos da cidade, afirma que eles possuem um comportamento pacato e, se alimentados, passam o dia inteiro comendo e fazendo ninhos. “Para diminuir a proliferação, é necessária uma análise técnica e mais profunda do seu comportamento reprodutivo”.
Provisoriamente, segundo a bióloga, o ideal é colocar telinhas ou garrafas PET nos buracos e telhados. “Soltar foguete, colocar mico e coruja, não adianta e ainda é crime contra os animais, portanto, não alimentar e não facilitar o ninho são essenciais para eles se dispersarem”.
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