Não há cartel em Franca, mas a pressão para nivelar os preços existe. Assim definiu um dono de posto de combustível bandeira branca - ou seja, que não compra de uma distribuidora fixa - o qual chamaremos de Juarez.
Ele diz que chegou a entrar na “guerra” do álcool, mas teve de sair dela devido a um “pedido” de alinhamento de preços. “Dois ou três estabelecimentos baixaram o álcool para R$ 0,89. Os bandeirados (postos que compram de uma só distribuidora) procuraram seus representantes e comentaram a situação. Os comerciantes procuraram os bandeiras brancas e falaram que, numa guerra de preços, eles não iriam sobreviver ao mercado”.
Segundo ele, as distribuidores fariam um acordo para possibilitar a venda do álcool, na bomba, a R$ 0,75 pelo tempo que fosse necessário para “quebrar” os sem bandeira. Perguntado se isto não seria uma ameaça, o proprietário alegou que não. “É uma forma de mostrar que não dá para comprar o álcool a R$ 0,79 e vendê-lo a R$ 0,89. Isso não é cartel e sim a equiparação por baixo”, disse. Ainda segundo Juarez, os bandeirados “solicitaram” que os comerciantes vendessem o álcool com preços de R$ 1,09 a R$ 1,19.
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