MP abre inquérito para investigar aterro


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Caminhões entram na balança do Aterro Municipal: movimento intenso no local revela que a quantidade de lixo despejada é grande
Caminhões entram na balança do Aterro Municipal: movimento intenso no local revela que a quantidade de lixo despejada é grande
O Ministério Público abriu inquérito para investigar o destino do lixo industrial depositado no aterro sanitário “Nova Jersey”. A ação foi instaurada com base na matéria publicada pelo Comércio em sua edição de domingo, que apontou irregularidades no recebimento do lixo. Pelo menos cem toneladas diárias de lixo industrial estariam sendo depositadas no local, sem que fossem contabilizadas. Segundo o MP, o procedimento visa, “considerando o teor” da reportagem, averiguar “a possibilidade de eventuais danos ambientais e ao erário público”. O inquérito foi determinado pelo promotor do Meio Ambiente, Fernando de Andrade Martins, e deverá apurar as responsabilidades da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), Amcoa (Associação dos Manufaturados de Couros e Afins do Distrito Industrial) e Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), empresas envolvidas no processo de recebimento do lixo. A promotoria deu prazo de dez dias para que a Emdef encaminhe a relação de todos os funcionários que trabalham no aterro. A Amcoa e o Sindifranca também terão o mesmo prazo para informar ao Ministério Público sobre o controle de coleta e entrega de resíduos industriais com destino ao aterro nos últimos seis meses. Caberá à Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) informar a média diária de resíduos domésticos e ambientais que deram entrada no aterro desde sua inauguração, em junho de 2006. Procurado pelo Comércio, Andrade Martins não quis falar sobre o caso. “Eu não posso dar entrevistas sobre um caso concreto. Foi instaurado um inquérito civil público no qual você (repórter Marcos Junqueira) será intimado”, disse o promotor. OUVIDOS No inquérito, o promotor cita ainda a editora-executiva do Comércio, Denise Silva; o repórter Marcos Junqueira, os fotógrafos Silva Júnior e Tiago Brandão e os estagiários Tiago Rocioli e Mônica Carvalho. A equipe trabalhou na apuração da notícia por três semanas e prestará depoimento em audiência marcada para o dia 18 de setembro. Os presidentes das empresas envolvidas também foram intimados.

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