Responsáveis divergem sobre a quantidade de lixo


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A denúncia feita pelo Comércio na edição de domingo apontou pontos obscuros na quantidade de lixo industrial depositada diariamente no aterro sanitário Nova Jersey. O serviço está sob a administração de Emdef, Amcoa e Sindifranca, mas as empresas divergem sobre o assunto. A Emdef diz que são 106 toneladas diárias. Já Amcoa e Sindifranca acenam 125. Apurações feitas pela reportagem levaram a outro número, bem superior, de 200 toneladas diárias. Para se chegar esse número, funcionários ligados à Emdef e às entidades foram ouvidos, além da realização de uma campana em frente ao aterro. A distribuição dos recursos também chama a atenção: Amcoa e Sindifranca emitem as faturas de cobrança aos industriais, que desembolsam entre R$ 58 e R$ 90 por tonelada depositada. Quem controla o dinheiro do lixo são as entidades. A Emdef recebe R$ 53 por tonelada depositada. Com esse repasse, a empresa municipal tem de fazer toda a manutenção da área. De acordo com a Emdef, o dinheiro arrecadado com as 106 toneladas de lixo é de aproximadamente R$ 100 mil. Os gastos com o aterro, segundo a Emdef, são de R$ 105 mil. BURACO Se os números de Emdef, Amcoa e Sindifranca forem confrontados, surge um buraco. Considerando-se os dados das entidades, de 125 toneladas/dia, a Emdef deveria estar recebendo R$ 148 mil mensais, ou seja, R$ 48 mil a mais do que declara. Se as contas forem feitas em cima de 200 toneladas, o número se torna ainda mais discrepante. O total de toneladas sobe para 4,4 mil por mês e a arrecadação bruta vai para quase R$ 400 mil por mês. A questão é: quem (e quanto) está ganhando dinheiro com o lixo?. (Marcos Junqueira)

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