Candinho: acima de tudo, artista regional


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Nascido em 29 de dezembro de 1903, Cândido Torquato Portinari era filho dos humildes imigrantes italianos Giovan Batista Portinari e Domênica Portinari. Após cursar o primário em sua cidade natal foi, aos 15 anos, para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, onde se matriculou na Escola Nacional de Belas Artes. Estava dado o pontapé para a consagração. Vítima de uma intoxicação provocada por suas ferramentas de trabalho - as tintas -, Portinari morreu aos 59 anos no dia 6 de fevereiro de 1962 na Casa de Saúde de São José, no Rio de Janeiro. Além da pintura, poesia e desenhos, o artista dedicou-se à política. O corpo de Candinho, como era conhecido, foi velado no Ministério da Educação e levado até o cemitério sobre um carro do corpo de bombeiros. A Fundação Portinari possui em seu cadastro cerca de 5 mil obras de Candido Portinari. Apesar de ter nascido em Brodowski e retratado a região e sua infância em grande parte de suas obras, a maioria dos trabalhos do artista está espalhada pelo mundo. O Museu Casa de Portinari, instalado na cidade de Brodowski, tem como edificação a casa onde Portinari morou, em sua infância e juventude. Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado e vinculado ao Dema (Departamento de Museus e Arquivos da secretaria), o museu é o mais conhecido de toda a macrorregião. Inaugurado em 14 de março de 1970, o museu é dividido em uma casa principal, dois anexos e uma capela, formando um complexo de duas vertentes: artística e biográfica. O visitante pode conhecer e apreciar obras de temática predominantemente sacra do artista, obras em pintura mural, nas técnicas de afresco e têmpera, documentos e até os seus objetos de uso pessoal. Nos jardins da casa existe a “Capela da Nonna”, feita em 1941 para que a avó do artista, adoentada na época, pudesse rezar sem precisar ir até a Igreja Matriz da cidade. Nas paredes ele pintou os santos prediletos da avó, com especial atenção para as fisionomias que retratam pessoas da família.

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