Peões viajam em busca de prêmios


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Onde tem rodeio, lá estão os peões. Muitos viajam vários quilômetros para competir. David Rocha Barbosa, 22, mora na cidade de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul. Viajou 768 quilômetros até Buritizal para montar na Expogale (Exposição de Gado Leiteiro). “A primeira vez que estive no Estado de São Paulo foi em 2005, quando montei no rodeio de Rifaina. Resolvi voltar para competir novamente”, disse. David só deve ir embora em setembro. “Quero aproveitar outras festas da região, como a de Pedregulho”, disse. David, monta desde os 18 anos e já ganhou duas motos. “Ganhei duas vezes, mas não é fácil. Nesse mundo, quem não é famoso, precisa ter padrinhos para indicar. Além disso, tem a seleção dos peões antes dos rodeios”. Os mais famosos recebem convite para competir. Leonardo Aparecido Alves, 20, de Igarapava, levou uma moto para casa em cinco anos de profissão. A paixão pelo mundo dos rodeios começou durante as festas de peão que freqüentava com os amigos. Ele também pode ser visto nas competições pela região. Na mala, vai o chapéu, a calça jeans (bem justa) e a de couro com franjas, também chamada de chaparreira, e o colete. É o uniforme obrigatório de todo peão. Há aqueles que preferem montar de capacete, mas a maioria gosta mesmo é de chapéu. Mas as regras não param por aí. Não basta ficar oito segundos em cima de um touro. É preciso ficar atento às exigências. A mão esquerda segura na corda presa ao boi. A direita deve ficar no alto. Caso encoste no touro perde ponto. Espora com ponta, equipamento muito usado para fazer o boi pular, também é proibida. E se demorar muito para sair do brete (onde ficam os touros antes da arena), o peão é desclassificado. Renan Barbosa, 19, morador na região de Bauru, sabe de tudo isso. “Treino muito para os rodeios. Sonho competir em Barretos”.

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