O homem da polêmica


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Durante entrevista concedida na última quarta-feira, o apresentador Jorge Kajuru disparou palavras contra seus desafetos, como os apresentadores Milton Neves e Luciana Gimenez
Durante entrevista concedida na última quarta-feira, o apresentador Jorge Kajuru disparou palavras contra seus desafetos, como os apresentadores Milton Neves e Luciana Gimenez
<p>Aos 48 anos, o apresentador de televisão Jorge Reis da Costa, popularmente conhecido como Jorge Kajuru, esteve em Franca na última quarta-feira para visitar amigos e participar de um evento promocional. O jornalista começou a carreira com apenas doze anos em Cajuru, sua terra natal, onde era locutor do sistema de rádio do coreto municipal.</p> <p><br />Sua primeira experiência em uma grande emissora aconteceu em 1976, na Rádio Renascença de Ribeirão Preto, ao lado do amigo (que ele chama de irmão) José Luiz Datena. Após trabalhar em Goiânia, Belo Horizonte e São Paulo, Kajuru reside atualmente em Ribeirão Preto, onde apresenta um programa diário de 15 minutos no SBT, mas já assinou contrato com a Rede TV!.</p> <p><br />Sem papas na língua, durante a visita que fez ao jornal Comércio da Franca e à rádio Difusora na última quarta-feira, ele criticou vorazmente o governo do presidente Lula e os dirigentes de futebol que “alugam” os clubes para empresas lavarem dinheiro. Sobrou também para os apresentadores de televisão Milton Neves e Luciana Gimenez, que inclusive, estão processando-o. “O Milton Neves tenta vender até a mãe dele e ainda cobra frete. Já a Luciana Gimenez me acionou dizendo que eu a chamei de burra. Não fiz isso, apenas afirmei que ela não pensa”, disse.</p> <p><br />O apresentador ostenta nas costas duas tatuagens com as faces de José Luiz Datena e Adriane Galisteu, e justifica a homenagem. “São amigos de verdade, que Deus colocou em meu caminho”, declarou. Confira os principais pontos da entrevista, realizada com o “gordo, feio, mas feliz” durante sua visita à redação do Comércio e da rádio Difusora.   </p> <p><strong>Comércio da Franca - Desde criança você sonhava em trabalhar como locutor de rádio. Aos 48 anos e conhecido nacionalmente, você se sente um profissional realizado?<br />Jorge Kajuru</strong> - Profissionalmente eu me sinto realizado. Já trabalhei em grandes emissoras, apresentei programas em cadeia nacional. Como sempre falo o que penso, acabei “ganhando” vários inimigos e respondendo a inúmeros processos. Mas graças a Deus, também fiz muitas amizades que mantenho até hoje. O (José Luiz) Datena e a Adriane Galisteu (com quem Kajuru afirma ter tido um breve romance) são pessoas maravilhosas, que converso diariamente. Meses atrás, fiquei doente e fiquei internado, mas não tinha dinheiro para pagar a conta. Quando tive alta, fui informado que a conta já estava paga pela Adriane. Quem tem amigos assim não precisa de mais ninguém na vida. </p> <p><strong>Comércio - Por que ataca de maneira tão direta os apresentadores Milton Neves e Luciana Gimenez?<br />Kajuru</strong> - No caso do Milton, não concordo com a maneira que ele trata o esporte. É tanta propaganda que às vezes ele se esquece de apresentar o programa. O telespectador assiste aos programas para os jogos do seu time, os gols da rodada, não para ficar vendo propagandas. O intervalo não se chama comercial justamente por isso? No caso da Luciana Gimenez, eu disse em uma entrevista que ela não pensa. Acho que ela não achou isso legal (risos), mas falei o que penso. Estou sendo processado por isso, mas acho engraçado que os processos não pedem que eu faça uma retratação, mas sim querem o meu dinheiro. Como não tenho  dinheiro, acho que vai ficar por isso mesmo. </p> <p><strong>Comércio - Você responde a muitos processos, inclusive movidos pelo Eurico Miranda (presidente do Vasco da Gama) e por Ricardo Teixeira (mandatário da CBF). Como você encara isso?<br />Kajuru</strong> - Ser processado por dois ditadores como os que foram citados agora para mim é um atestado de idoneidade. O Eurico Miranda, quando entrou na diretoria do Vasco da Gama, estava falido, trabalhando em uma loja de automóveis que dava calote em meio mundo. Agora está rico. Nem ele dá explicações de como ficou tão bem de vida? O caso do Ricardo Teixeira é parecido, mas ele aprendeu bem com o sogro dele (João Havelange, que comandou a Fifa por vários anos). Ser processado por pessoas assim, no final das contas, me deixa tranqüilo. </p> <p><strong>Comércio - O Corínthians está vivendo a pior crise da sua história, com o fim da parceria com a MSI. Como você avalia este momento?<br />Kajuru</strong> - Desde o início tudo estava muito suspeito, pois ninguém assumia a origem do dinheiro. Quando as coisas começam de maneira errada, sempre terminam erradas. No início a diretoria idolatrava o Kia (Joorabchian, presidente da MSI), o Milton Neves o chamava de Mister Kia. Agora que a bomba estourou e a justiça decretou a prisão preventiva do Kia e do Boris Berezowski, o Dualib pediu afastamento. Eu acho que ele deve ser preso, pois foi cúmplice deste crime. Se alguém ajuda a realizar um seqüestro, esta pessoa não vai presa por ser cúmplice de um crime? Por que com o Dualib e com os membros da diretoria dele vai ser diferente? Na minha opinião, o lugar dele é a cadeia. Quando assumiu a presidência do Corínthians, ele estava falido e sua fábrica de tintas quebrada. Agora, o Dualib está muito rico. Como explicar isso? Com o Palmeiras foi a mesma coisa. A Parmalat veio aqui, investiu, e quando viu que a fonte havia secado, deixou o Palmeiras quase quebrado. </p> <p><strong>Comércio - Então as parcerias estão levam os clubes à falência? Aqui no interior de São Paulo muitos times apostam nas parcerias para se reerguer.<br />Kajuru</strong> - Quando tudo é feito de maneira transparente, com dinheiro limpo por pessoas idôneas que trabalham honestamente, acredito que pode dar certo. O problema é que os empresários descobriram o futebol como uma mina de ouro para lavar dinheiro, e isso está se alastrando. Como a administração do Eduardo José Farah (ex-presidente da Federação Paulista de Futebol) arruinou os clubes financeiramente, os cartolas enxergam nas parcerias a chance de montar times competitivos, sem medir as conseqüências. </p> <p><strong>Comércio - O homossexualismo no futebol está em evidência, com as declarações de um diretor palmeirense sobre o jogador Richarlyson, do São Paulo. Como você analisa isso?<br />Kajuru</strong> - O homossexualismo está presente em qualquer lugar, aqui no jornal, na rádio e na televisão. O diretor do Palmeiras foi infeliz com a sua declaração, pois afirmou, sem subsídios, que o Richarlyson seria gay. Se a pessoa desempenha suas funções normalmente, por que deveria ser discriminada? O que ela faz na intimidade não é da conta de ninguém. No caso do Richarlyson, o caso ganhou proporções maiores porque o Vampeta chamou os sãopaulinos de bâmbis, e o apelido pegou. </p> <p><strong>Comércio - Em 2006, o time de basquete de Ribeirão Preto foi extinto depois que o Campeonato Nacional terminou sem um campeão devido a uma decisão judicial. Você falou com o Chaim Zaher (dono da escola COC) sobre isso?<br />Kajuru</strong> - Sou muito amigo do Chaim, que é um grande empresário. Os patrocinadores enxergam o esporte de maneira muito simples. Se dá retorno financeiro, fica tudo bem. Mas quando este retorno pára de acontecer, é claro que isso não é interessante para a empresa e a fonte seca. Adoro basquete, acho um jogo emocionante e empolgante. Sou fã do Hélio Rubens, um multicampeão. Só não concordo com uma crítica feita por ele no Pan-Americano ao técnico da seleção brasileira, Lula Ferreira. Ao contrário do xará presidente da República, este Lula trabalha de maneira séria e honesta, e não merecia ser criticado de forma tão incisiva pelo Hélio.</p>

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