O que incomoda sobrenomes tradicionais – mas que vivem da saudade – é o fato de que um operário eleito democraticamente chegou ao poder. A sanha injuriosa que dedicam ao presidente é gerada pela frustração de ver que não conseguem perpetuar a glória de seus antepassados. A razão assiste quem tem orgulho de ter um presidente como o Lula. “Dondocas e mauricinhos cansados” (sic) não enxergam o País e sim a própria inoperância em enfrentar o mundo globalizado. O bonito do capitalismo é que não se aceitam privilégios, favores paternalistas ou proteção de amigos. O que vale é a competência. Enquanto lamentarem o próprio fracasso e esperarem pela volta dos bons tempos de protecionismo estatal, o bonde da economia global atropelará cada um. Para meu presidente eleito democraticamente, a certeza da sabedoria popular: “enquanto os cães ladram a caravana passa”.
Alexandre César Lima Diniz
é leitor do Comércio da Franca
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