Clésio, o caçador de cães ferozes de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Clésio se prepara para capturar pitbull em casa do Jardim Aeroporto após animal atacar dois homens.
Clésio se prepara para capturar pitbull em casa do Jardim Aeroporto após animal atacar dois homens.
Terça-feira, 14h30, Jardim Aeroporto. Um pitbull enfurecido ataca dois homens. Com medo, a dona do animal se tranca dentro de casa com o filho de dez meses. Policiais, vizinhos e repórteres ficam do lado de fora protegidos pelo portão. Ninguém ousa se aproximar. De repente, um homem sem qualquer tipo de proteção entra no quintal e vai em direção à fera. Leva nas mãos apenas um pedaço de pau com uma correia em forma de arco amarrada na ponta. Em questão de minutos, ele domina o bicho. No dia seguinte, lá estava ele novamente no Jardim Parati atrás de outro pitbull solto. O cachorro bem que tentou escapar, em vão. Ontem, teve trabalho para recolher dois filas. Capturar animal feroz, essa é a rotina de Clésio Aparecido de Lima, 31. Há quatro anos prestando serviços para a Prefeitura de Franca, ele acredita já ter recolhido cerca de 5 mil cães das ruas da cidade durante sua carreira. É verdade que a maior parte dos clientes não oferece tanto perigo, mas, todas as semanas, se depara com um média de cinco animais ferozes. “Nesse tipo de serviço, é preciso ter coragem. O cão percebe quando a pessoa está com medo e parte para cima”. Cicatrizes deixadas nos seus braços mostram o quanto a função é perigosa. Clésio já foi atacado várias vezes e passou por apuros. “Há uns dois meses, fui chamado para recolher um pitbull que estava atacando crianças perto da escola do Jardim Cambuí. No momento em que tentei laçá-lo, um rottweiler veio por trás e agarrou meus braços. Entrei em luta com ele para não ser atingido no pescoço e obtive êxito ao levá-lo para o canil”. O pedaço de pau usado nas capturas é chamado de “cambão”. A distância que separa o caçador da caça é de apenas um metro. Um golpe errado e o risco de sentir as presas do animal na pele torna-se iminente. “É preciso ter habilidade e força para dominar o cão. Vacilos não são aceitos nessa profissão”. Cães são a especialidade de Clésio, mas ele não se aperta na hora de capturar outros animas, como bois, capivaras e cavalos. Até mesmo um gambá passou por sua carrocinha. Em julho, pegou um “boi na unha” no Jardim Bonsucesso. “O animal de uns 800 quilos estava aterrorizando os moradores do bairro. Com a ajuda de um amigo, consegui dominar e levar o bicho para o canil”. Está enfrentando problemas com algum cão feroz? É só chamar o Clésio, o caçador de feras. O telefone para solicitar o serviço é (16) 3711-9408. “Não posso ter medo, tenho que chegar e capturar o animal. Essa é a minha função”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários