Cei do Bagres corre risco de ser extinta


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A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga o “Escândalo do Bagres” pode ser extinta na próxima sessão da Câmara, terça-feira. O motivo é o vencimento do prazo legal de 90 dias para a conclusão da CEI, aberta em 15 de maio, que é segunda-feira. A prorrogação foi pedida pelo presidente da comissão, Silas Cuba (PT), na sessão passada, mas o vereador Maurício Chináglia (PSB) pediu adiamento para discussão. Cuba acredita em uma manobra do grupo governista para tentar extinguir a CEI. De acordo com o regimento interno da Câmara, em seu artigo 64, a prorrogação, que pode ser de até metade do período inicial, ou seja, 45 dias, não poderia ter deixado de ser votada na sessão da última semana. “Se não concluir seus trabalhos no prazo estipulado, a CEI será extinta (...) O prazo é prorrogável, desde que solicitado e votado antes de seu encerramento”, diz o regimento da Casa. Funcionários experientes da Câmara foram consultados e, pedindo anonimato, confirmaram que pode ter havido uma armação para acabar com a CEI. “Não entendo por que não votaram. Todos sabem do que se trata e o que a CEI tem feito. O adiamento foi de caso pensado, não tenho dúvidas”, disse um deles. “Se a comissão for encerrada, ficarão muitas dúvidas no ar”. Cuba disse que o pedido de Chináglia foi “irregular e esquisito”. Para ele, o objetivo era somente atrapalhar o andamento da CEI. “Questionei o Mauricinho a razão de ele querer o adiamento. Só me disse que pediu a pedido da Mesa Diretora, que é toda do lado do prefeito. Para mim, tudo isso não passa de uma manobra para parar com as investigações”, afirmou. O petista acredita que ainda possa reverter a situação, já que o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), assinou a CEI um dia depois de sua aprovação no plenário. “Procurei o Jurídico e já me orientaram para ficar sossegado que a comissão não será extinta antes da sessão de terça”, disse. “Mas está muito evidente que tentaram armar para que ela acabasse”. A HISTÓRIA A CEI foi motivada pelo Escândalo do Bagres, esquema onde funcionários da Prefeitura e empresas de engenharia trabalhariam juntas para fraudar licitações públicas em R$ 1,2 milhão. O Ministério Público já concluiu suas apurações sobre o caso e abriu ação civil pública contra os engenheiros Marco Franceschi (Prefeitura); Taísa Franceschi (mulher de Marco e dona da Betontest Engenharia); José Eduardo Corrêa (ex-cunhado de Marco e dono da FFC Engenharia); Virgínio Reis (contratado pela Betontest); Wilson Teixeira (ex-secretário de Planejamento Urbano) e Caetano Perobelli (ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação).

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