Aberta no mesmo dia, a segunda CEI na Câmara a investigar o “Escândalo do Bagres” já tem destino certo: será extinta na segunda-feira. Seu criador e presidente, Jepy Pereira (PSDB), não protocolou, até agora, pedido de prorrogação. A comissão do tucano, aliás, dá mostras de que já nasceu morta: até hoje, Jepy não se reuniu com os outros membros, Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia (PMN), não requisitou nada e, menos ainda, ouviu pessoas.
A motivação inicial de Jepy era parecida com a do presidente da outra CEI, Silas Cuba: a comissão investigaria denúncias de desvios de dinheiro público em obras em canais da cidade, inclusive no Bagres, mas seria retroativa à gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT). Nada disso aconteceu.
No dia da aprovação, Jepy agitou o plenário. Pediu apoio para os outros vereadores, fez discursos inflamados e...parou por aí. O tucano até ameaçou convocar a primeira reunião, mas as agendas dos outros membros não bateu e ficou nisso mesmo.
Jepy poderá até usar o mesmo artifício de Cuba (da assinatura do presidente ter ocorrido um dia depois da votação) na próxima terça, mas isso não parece ser possível até mesmo para quem compõe a CEI. “Não sei o que ele fará, mas até agora não aconteceu nada. Então, acho difícil que isso aconteça agora”, disse Donizete da Farmácia, relator da comissão.
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