O técnico do Unimed/Franca, Hélio Rubens Garcia, viaja para os Estados Unidos no próximo dia 21, para assistir ao Pré-Olímpico em Las Vegas (22 de agosto a 2 de setembro). Além disso, ele analisará e ouvirá indicações sobre jogadores. Com a decisão do pivô Cipriano de não defender Franca, o time carece de um atleta na posição, principalmente debaixo da cesta. O treinador também trabalhará como comentarista da Sportv e só retornará ao Brasil no próximo dia 5.
Ele afirmou que ainda não há nomes para a vaga de pivô, antes ocupada por Estevam, que se transferiu para Uberlândia. Segundo o técnico, o jogador estrangeiro contatado pelo clube deverá passar ao menos por uma semana de testes antes de ser contratado, como aconteceu com o ala Derrick Lang na temporada passada. "Normalmente os atletas estão quase todos contratados neste período, mas ainda estamos em contato com alguns agentes para detectar algum jogador de qualidade", afirmou.
O norte-americano Lee Benson, 33 anos e 2,08 m, já foi indicado ao clube pelo técnico Carlos Rodrigues, o "Carlão", no mês passado. O treinador conheceu o jogador durante o período em que passou na Venezuela. O nome de Benson é apenas uma das opções, mas não é dado como certo. Um pivô estrangeiro de qualidade, posição atualmente carente no mercado brasileiro de basquete, tem salário em torno de US$ 8 mil (cerca de R$ 15.600). E os valores podem ser ainda maiores. É o caso de Robert Battle, atleta conhecido de Franca depois das partidas realizadas entre o time da cidade e o Libertad Sunchales, pela Liga Sul-Americana. Os vencimentos de Battle são superiores a US$ 12 mil (R$ 23.400). A contratação de um pivô pelo Unimed/Franca deve acontecer somente depois do início do Campeonato Paulista, cuja primeira rodada será no dia 12 do próximo mês.
Hélio Rubens pretende também tirar mais proveito de sua estadia nos Estados Unidos. Ele quer conversar com técnicos de outros países e avaliar conceitos do esporte para aplicar nas quatro competições que o Unimed/Franca disputará nesta temporada. O calendário do time está cheio com Paulista, Brasileiro, Sul-Americano e Pan-Americano. "Só de assistir um campeonato de tamanha importância, para quem trabalha na área, já é interessante. Os fundamentos (do basquete) são os mesmos, mas os conceitos mudam constantemente. É como se fosse uma convenção, um congresso", comentou Hélio Rubens.
O técnico disse acreditar que o Unimed/Franca está dentro dos níveis de excelência no País. "Estamos fazendo um basquete de excelente nível. Hoje, o conceito do esporte exige a exploração do talento individual, não da individualidade. Liberdade de iniciativa na tomada de decisão, consciência coletiva e ter tudo isso com velocidade", explicou.
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