MST dificulta trabalho da imprensa


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A informação de que 150 famílias do MST tinham invadido a Fazenda Miraflor pela madrugada foi passada ao Comércio da Franca por telefone pelos próprios integrantes do movimento. Pela manhã, uma pessoa que se identificou como Neti ligou para a chefia de reportagem e deu a notícia, autorizando entrevistas na fazenda. Mas ao chegar no acampamento, a reportagem foi impedida de entrar na área invadida. Com a porteira fechada, a coordenadora Ana Maria, assentada há dez anos, passou algumas informações aos jornalistas. “Vocês não podem entrar. Vamos dar as informações daqui”, disse. Ana Maria não permitiu entrevistas com as famílias e, num primeiro momento, resistiu a autorizar a entrada do jornal para fotografar a montagem das barracas. “Os companheiros estão muito ocupados armando o acampamento e não podem falar. O restante está cuidando do almoço, buscando água. Agora é impossível mesmo. Não podemos atrapalhá-los”, disse. O acesso ao local só foi permitido após intervenção da chefia de reportagem do Comércio, que entrou em contato com Neti novamente e pediu que autorizasse as imagens. Após contato dele com os sem-terra, a reportagem pôde entrar e observar os trabalhos, mas sem falar com ninguém. Dois integrantes do movimento, acompanharam “a visita”. Pela manhã, Ana Maria havia informado que a entrada para a imprensa e conversa com famílias estaria liberada para os jornalistas à tarde. O fotógrafo do jornal retornou à Fazenda Miraflor após o almoço e pediu para fazer novas fotos, mas, depois de esperar 20 minutos para poder entrar, foi informado de que não teria autorização para fazê-lo. O MST não informou os motivos para impedir o acesso da reportagem do Comércio ao acampamento.

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