Apesar de ter sua pauta de exportação dominada por produtos do setor coureiro-calçadista, alguns itens, embora insignificantes na totalidade das vendas externas, chamam a atenção pelo inusitado.
Bem distante de São José dos Campos, pólo da indústria aeroespacial brasileira e sede da fábrica da Embraer, Franca chegou a exportar avião neste ano. De acordo com o levantamento realizado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) , a venda de “aviões a hélice e etc, com peso menor ou igual a 2.000 kg” gerou uma renda de R$ 99.718 na balança comercial francana. A venda representou 0,09% de todas as exportações da cidade.
Apesar de apresentar os dados, a página eletrônica do MDIC não tem mais informações sobre o produto, como modelo, ano de fabricação, exportador ou país de origem. Outro item que chama a atenção é o identificado como “espartilhos, suspensórios, ligas e artefatos semelhantes e partes”, que chegou a vender R$ 145.773 neste ano, ou 0,13% do total. Diferente do avião, a categoria não é esporádica e desde 2004, último ano, na ordem decrescente, a que se tem acesso às informações no Ministério, existe registros de comercialização.
Os números mostram, inclusive, que a atividade está em plena ascensão. Em 2004, foram vendidos US$ 38.938 em produtos, seguidos por US$ 112.210 em 2005 e, só nos primeiros seis meses deste ano, as vendas já somam US$ 145.773, o que corresponde a 0,13% de todas as exportações da cidade.
A soja, difícil de se ver nas plantações da região, também está entre os produtos vendidos para o exterior. No entanto, não é o grão que é exportado, como ocorre nas grandes regiões produtoras, e sim o bagaço e outros resíduos sólidos. Neste ano, já foram vendidos 1,07 milhão de quilos do produto. O número aponta que o segmento não está em uma boa fase. No mesmo período de 2006, as vendas superaram o 1,8 milhão de quilos, o que gerou uma receita de US$ 354 mil, ante os US$ 229 mil registrados neste ano.(PSP)
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