Um dos maiores criminosos que vinham agindo em Franca acaba de ser retirado de circulação pela Polícia Civil. Maurício do Prado, 35, o “Sapo”, foi preso em Tremembé (SP) e recambiado, ontem à tarde, para a cidade pelos agentes da DIG. Suspeito de integrar o PCC, seria o líder de uma quadrilha responsável por uma série de assaltos à mão armada com retenção de vítimas. Ele teve a participação comprovada em cinco roubos e é investigado em, pelo menos, outros seis. Acredita-se que o valor arrecadado este ano com as ações criminosas do bando que chefiava possa ultrapassar R$ 500 mil.
Antes de se esconder em Tremembé, “Sapo” morou em Guarulhos (SP), onde responde a processos por roubos e assassinatos. Somadas, suas condenações anteriores atingem 20 anos. Ele se mudou com a mulher para Franca em janeiro e alugou uma casa avaliada em R$ 150 mil no Jardim Noêmia. Estava tão satisfeito com o lucro obtido com os assaltos que pretendia comprar o imóvel. “Tão logo chegou à cidade, arregimentou bandidos, formou uma quadrilha e começou a praticar assaltos. Temos certeza do seu envolvimento em cinco roubos, mas o número pode ser bem maior”, contou o investigador Marcos Euclídes.
Um dos crimes atribuídos ao bando de “Sapo” ocorreu no dia 14 de março em um depósito de couros localizado no Jardim Paulista. Na oportunidade, os bandidos mantiveram três vítimas como reféns em um banheiro e roubaram R$ 200 mil em chegues e R$ 2 mil em dinheiro. Foi justamente a partir dessa ocorrência que a quadrilha começou a ser descoberta. “Em junho, apuramos que parte dos cheques roubados estava sendo depositada em Guarulhos.
Rastreamos a conta e conseguimos prender um integrante do bando. Ele deu detalhes do roubo bem como da participação de outros comparsas”.
Ao tomar conhecimento de que o parceiro havia sido preso, “Sapo” fugiu de Franca às pressas. Os policiais da DIG fizeram diligências em cidades do Vale do Paraíba e, por meio de denúncias, levantaram seu endereço. As informações foram passadas à DIG de Taubaté, que efetuou a prisão do acusado na quarta-feira. Ontem, os investigadores Marcos Euclídes, Renato e Élcio recambiaram o assaltante para Franca. “Tendo em vista o grau de periculosidade do assaltante, acredito que foi uma das prisões mais importantes do ano na cidade. O Maurício era o cabeça, levantava os locais e sempre atacava as vítimas que tinham grande volume em dinheiro. Num dos assaltos, levou R$ 80 mil. No último, R$ 200 mil”, comentou o delegado Márcio Garcia Murari. Outro integrante da quadrilha já foi identificado e teve a prisão decreta pela Justiça.
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