A mortalidade infantil atingiu o menor índice da história na região de Franca (compreendendo 23 municípios). Dados da Secretaria Estadual de Educação relativos ao ano de 2006 revelam que a região tem o terceiro melhor resultado do Estado de São Paulo, perdendo apenas para as regionais de Campinas e Assis. No ano passado, foram registrados 11,2 óbitos por mil nascidos vivos na região de Franca. O índice é melhor que a média estadual, que é de 13,28 óbitos por mil crianças nascidas. Em Ribeirão Preto, o índice é de 11,7.
Realidade bem diferente em relação ao ano de 2000, quando o índice era 41,3% maior - 19,1 mortes para cada mil nascimentos. Entre 2001 e 2005, a média foi de 14,36. Os dados detalhados municipais relativos ao ano passado só devem ser divulgados hoje. O estudo foi feito pela Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).
Entre as justificativas apontadas pela Secretaria de Saúde para a redução de mortes na região estão o aumento no grau de conhecimento dos pais, que passaram a ter mais acesso a informações sobre nutrição, cuidados com o recém-nascidos e acompanhamento médico. Também são apontadas como conquista a expansão do saneamento básico nas cidades; a melhoria na qualidade de vida e a assistência às gestantes e aos recém-nascidos. “A Secretaria Estadual de Saúde também intensificou nos últimos anos as campanhas de vacinação infantil, que deixa a criança imune de várias doenças”, disse Arthur Chioramital, assessor de imprensa da Secretaria.
A diretora-substituta do DRS-8 (Departamento Regional de Saúde), Adriana Ruzene, ficou surpresa como resultado. “Os índices são muito bons. É prova do empenho de toda a região que desenvolvem trabalhos com o intuito de reduzir a mortalidade infantil”, disse.
A diretora afirma que é feito um trabalho de planejamento familiar em praticamente toda a região em parceria com a Pastoral da Criança e de pediatras que prestam atendimento principalmente nos postos de saúde. “As gestantes são bem orientadas durante o pré-natal. Além disso, as agentes do PSF (Programa de Saúde da Família) têm contribuído muito com visitas periódicas”.
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