A estrada vicinal Geraldo Marinheiro, que liga Patrocínio Paulista a Batatais, é conhecida como “Tomba Carro” por causa dos constantes acidentes que registra. Na tarde de ontem, a via voltou a justificar seu apelido, desta vez, de maneira fatal. Um caminhão carregado com 16 mil quilos de laranjas capotou e foi parar tombado no interior de um córrego. O motorista Celso Fernandes da Costa, 53, ficou prensado pela cabine e não conseguiu se salvar. É possível que tenha morrido devidos às lesões e por afogamento.
A vítima morava em Altinópolis (SP) e transportava laranjas de uma fazenda em São Tomás de Aquino (MG) para Bebedouro (SP). Ele deixou a cidade mineira a bordo de seu Mercedes Benz por volta das 11 horas. Quando estava quase chegando próximo a Batatais, às 13 horas, perdeu o controle numa curva fechada, seguida de uma descida acentuada. Desgovernado, o caminhão se arrastou por cerca de cem metros e caiu, com as rodas para cima, no interior do Córrego do Salgueiro. A cabine ficou submersa nas águas com o motorista preso às ferragens.
Devido à gravidade da situação, três viaturas e dez bombeiros de Franca foram empenhados no serviço de resgate da vítima. Até mesmo um mergulhador foi empregado. Ele conseguiu chegar à cabine e constatou que a vítima estava morta. Na seqüência, teve início um trabalho que demorou cerca de uma hora e meia. O Comércio foi o único órgão de comunicação de Franca a acompanhar a retirada do corpo. “Foi uma operação bastante complicada. Como não tínhamos acesso ao motorista, tivemos, primeiro, que entrar por baixo da água e verificar se era possível tirá-lo antes de virar o caminhão. Não deu: tivemos que aguardar um guincho destombar o veículo para, depois, executar o serviço de corte das ferragens”, contou o sargento Bonisenha.
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O guincho içou o caminhão do fundo do córrego e o manteve preso a um cabo de aço ainda na ribanceira. Foi quando os bombeiros se muniram de máquinas apropriadas e começaram a cortar a lataria. “Se o cabo se rompesse, o veículo tombaria em cima da gente e poderíamos nos machucar com gravidade. Deu tudo certo, mas, infelizmente, não foi possível salvar a vítima”, disse o sargento.
Ao final dos trabalhos, o motorista foi retirado do interior da cabine. Estava todo sujo de barro e não apresentava sinais de lesões externas. “É preciso aguardar a perícia para saber se ele morreu afogado ou devido ao impacto. As duas situações podem ter sido a causa da morte. Foi um acidente conjugado: o caminhão tombou na curva e caiu dentro de outro obstáculo, que era água”, finalizou Bonisenha. A polícia acredita que o excesso de velocidade possa ter sido a causa do acidente.
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