Câmara vira palco de atritos pessoais


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Os bate-bocas na Câmara não são novidade. Apesar de não ser o objetivo da tribuna, ela é usada constantemente e sem constrangimentos como palco para resolução de picuinhas políticas e pessoais, além de ofender, denegrir e humilhar desafetos. Jepy Pereira, nas últimas sessões, protagonizou alguns desses momentos. Um deles foi em 3 de julho, quando, irritado com uma matéria do Comércio que o apontou como “fanfarrão”, desferiu ataques pessoais contra os diretores do jornal. Pouco depois, em 17 de julho, bateu boca com Gilson Pelizaro (PT) e disse que o PT “roubou o caixa” da Prefeitura na administração de Gilmar Dominici, entre 1997 e 2004. Na última terça-feira, referiu-se a Marcelo Mambrini (PMN) como “asno”. Até mesmo Luiz Carlos Fernandes (PDT), normalmente ponderado, irritou-se com a aprovação da lei que proibiu o uso de telefones celulares na Câmara durante as sessões, proposta por Mambrini e aprovada em 17 de julho. Disse que não cumpriria a lei porque “tinha família”. DEVAGAR O presidente da Casa, Joaquim Ribeiro (PSB), conhecido por suas posturas hesitantes, disse que não pretende tomar atitudes disciplinares no sentido de evitar ocorrências constrangedoras em um período tão curto. Afirmou que prefere manter, mais uma vez, uma posição neutra. “Vocês, da imprensa, não dizem sempre que sou conciliador, pacificador? Então, novamente acho que tenho de adotar uma postura conciliadora entre os vereadores”.

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