Instituição já foi acusada de usar notas fiscais falsas


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A LBV, presidida por José de Paiva Neto, é alvo constante de denúncias. Mantida por doações, feitas em sua maioria via ligações telefônicas, a entidade atua em todas as regiões do País, além de ter correspondentes na Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos e Portugal. Um dos escândalos que mais afetou a imagem do polêmico Paiva Neto foi a veiculação, em 18 de março de 2001, de uma matéria na rede Globo que mostrava o patrimônio do presidente da LBV. Entre os imóveis do benfeitor estavam três casas luxuosas: uma no Rio de Janeiro - com piscina e vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas -, uma em São Paulo, no Pacaembu, e outra no setor de mansões Park Way, em Brasília, além de três outros imóveis em Portugal, São Paulo e no Rio Grande do Sul. A suspeita era de que Paiva Neto estaria utilizando recursos oriundos de arrecadação para enriquecimento próprio. Após as denúncias, uma auditoria do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que durou sete meses, apresentou um relatório que punha em xeque os administradores da LBV. O documento, assinado pelos auditores Francisco Xavier da Silva e André Pasquale Scavone, mostrava irregularidades de 1994 a 2000 e comprovava, por exemplo, que a LBV teria usado notas fiscais frias para justificar despesas de R$ 2,6 milhões.Os fiscais calcularam ainda que a conta devida à União, que dariam R$ 138 milhões não recolhidos de contribuição social.

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