Um projeto da Secretaria Municipal de Educação tem motivado os pais a dedicarem parte de seu tempo para voltar às escolas. Desenvolvido desde o início do ano em 70 unidades de ensino infantil, fundamental e de educação de jovens e adultos, o “Família na Escola” quer aproximar parentes, alunos e professores para melhorar a qualidade do ensino oferecido. Todos os meses, cada escola organiza programações diferentes e abre as portas para os familiares assistirem a aulas com os estudantes.
Nestes encontros, os 20 mil alunos da rede municipal e seus parentes participam de oficinas de argila, pintura, pipas, jogam bingo, contam histórias, cantam, dançam, fazem educação física e lancham juntos. São 900 professores envolvidos no programa. Eles discutem com as turmas o que gostariam de fazer quando a família visitar a escola. “Os encontros acontecem no horário de aula.
Para os alunos, mostrar o que sabem fazer na classe é um orgulho. Ficam mais motivados a fazer melhor, pois sabem que os pais vão ver os trabalhos”, disse Raquel Rodrigues, professora da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) “Professora Odette Nascimento”.
O convite para as atividades é extensivo a toda a família e tem despertado interesse de várias faixas etárias. “A freqüência tem sido muito grande. Se o pai não pode ir por estar trabalhando, a mãe, os avós ou madrinhas vão. Sempre tem um representante da família”, disse a diretora da Divisão de Ensino municipal Rose Saad.
Os próximos eventos acontecerão amanhã e sexta-feira em cinco escolas da região norte e devem reunir 2 mil pessoas. “É uma oportunidade dos pais entenderem a dinâmica da escola, participarem da vida escolar do filho e se aproximarem do professor”.
Antes de implantar o projeto, a Secretaria da Educação realizou pesquisa com os pais e descobriu que só estavam na escola para reuniões e datas comemorativas e sentiam necessidade da aproximação. Para Rose Saad, o Família na Escola proporciona um contato produtivo. “Para a criança, a presença dos pais é importante porque se sentem valorizadas. Também percebemos a satisfação dos pais ao participar ativamente da vida dos filhos.
Na outra ponta, diretores e professores aproveitam para conversar e falar de comportamento dos alunos”.
A professora Simone de Souza, 30, que acompanha o filho Gabriel, 6, na Emei “Odette Nascimento”, considera a escola uma extensão de sua casa. “Acho de extrema importância os pais participarem diretamente da educação do filhos na escola”.
O filho gosta de recepcionar os parentes onde estuda. “É legal. No dia que minha mãe e meus avós vieram, a gente desenhou junto. Fizemos meu cachorro Brutus, uma bicicleta e um sapo. Gostei e quero que eles voltem”, disse Gabriel.
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