Um problema que já se estende há décadas pode estar com os dias contados. A Prefeitura de Franca vai iniciar, no próximo dia 20, o serviço de drenagem do Jardim Dermínio, que pretende pôr fim ao problema da voçoroca no bairro, problema intensificado pelo solo do local, que, além de arenoso, possui muitas minas de água, o que intensifica a destruição causada pelo fenômeno.
As obras desta primeira fase, quando será sugada a água do terreno, estão orçadas em R$ 275 mil. Serão colocados 700 metros de drenos principais e 2,5 mil metros de drenos secundários, com uma rede principal que terá 40 caixas de passagem. As obras foram anunciadas ontem, no gabinete do prefeito Sidnei Rocha.
De acordo com a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, as obras são necessárias devido ao fato da região conter muita água em seu subsolo. “É um solo que tem muitas minas. Nós temos que fazer primeiro a drenagem de toda essa água”.
A secretária explica que, após a drenagem, será feita a captação de águas pluviais da Avenida Presidente Rodrigues Alves, por meio de dois ramais na parte superior do loteamento, que fica em um barranco. “Será captada a água até o córrego. Vamos segurar o talude (inclinação lateral) com pedra bruta, depois vem a terra e a vegetação que vai segurar toda esta lateral, com bambu e gramínea, o que ajudará a conter a voçoroca”. A drenagem vai começar nas nascentes para evitar que, ao aterrar a área, surjam novas minas.
A segunda fase do projeto prevê, além da drenagem, a criação da rede de galerias. Depois, caberá à terceira etapa o processo de urbanização da área, inclusive com recapeamento do asfalto, e a região deverá se transformar em um espaço de lazer e recreação. “Temos que primeiro drenar a água, captar água do barranco até o leito. Terá que ser feita ainda a correção do córrego, que sofreu um desvio por causa das fortes chuvas”.
A idéia teve início no começo do ano, quando o prefeito montou uma comissão para resolver o problema das casas do bairro, muitas delas em áreas de risco. A decisão da administração foi desapropriar a área e pagar indenização para os atuais moradores das áreas de risco. O processo de desapropriação custou entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão, sendo que o preço médio das casas era de R$ 36 mil. Com a desapropriação e as indenizações, as casas foram demolidas para o início das obras.
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