O projeto “Big Brother 2” passou fácil, ontem, na Câmara. A matéria previa a redução do tempo de armazenagem das i-magens das câmeras de segurança instaladas pelas CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) no Centro e Cidade Nova de seis meses para cinco dias. O projeto, autoria de Jepy Pereira (PSDB), teria objetivo de baratear o custo da operação e ampliar o número de equipamentos, dos três atuais para 15.
Silas Cuba (PT) até que tentou demover os colegas parlamentares da idéia, alegando que a Polícia Militar deveria fazer parte do processo, mas não obteve sucesso. Quem comemorou a aprovação foi o presidente da CDL Centro, Fahim Youssef Issa Neto, que poderá ampliar a ação sem elevar os gastos. “Já gastamos R$ 60 mil. Para manter as imagens de 15 câmeras, os gastos seriam inviáveis”, disse.
Jepy protagonizou, ainda, um momento constrangedor. Mambrini, que ontem não foi à sessão por ter compromissos em São Paulo, deixou protocolado, em regime de urgência, um projeto de lei para os vereadores realizarem plantões de atendimento à população aos sábados, das 8 às 11 horas.
Pereira subiu à tribuna e, entre outras referências “intelectuais” a Mambrini, disse que não sabia “se o asno era o vereador ou se o vereador era o asno”. “Sábado é dia de a gente ir até a população. São projetos como esse que fazem o Legislativo cair no ridículo”, disse Jepy.
O restante da sessão foi morno e tratou apenas de dar nomes a ruas, uma creche e uma declaração de utilidade pública a entidade da cidade.
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