Nascido em Damasco, capital da Síria, Wadih Chahoud, 78, veio para o Brasil para trabalhar no ramo de alimentos com sua mulher Taufika Hanouche em 1977. Direto para Franca, onde já moravam seus parentes, logo que chegou montou um restaurante com o mesmo nome de sua cidade Natal. Em 51 anos de casamento, o casal teve cinco filhos e todos o ajudavam na manutenção da tradicional casa. Localizada na estação, o restaurante Damasco conquistou os paladares de diversos francanos durante 12 anos.
Em 1989, o restaurante fechou. Segundo um dos filhos de Wadih, o comerciante Said Chahoud, 42, os filhos se cansaram desse tipo de trabalho. “Meu pai não queria fechar, mas nós o convencemos pois era muito cansativo”. Alguns anos depois, o sírio abriu uma mercearia com mesmo nome, mas logo depois vendeu. Há um ano e meio, sua mulher, Taufika Hanouche, morreu de parada cardíaca, com 72 anos. Dos cinco filhos do casal, quatro ainda moram em Franca, uma das filhas está morando na Síria. Mas a tradição da família no ramo de alimentos continua. Atualmente eles possuem um famoso bar que oferece carne de carneiro e picanha na Rua General Teles.
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