Promotor aponta desvios de R$ 3,9 mi


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O promotor da Cidadania, Paulo Borges, apresentou números bem superiores aos do CAO (Centro de Apoio Operacional) da Cidadania. De acordo com ele, há sete ações de improbidade em curso na Justiça, entre janeiro do ano passado e os dias atuais, que tratam de desvios de verbas públicas que chegariam à casa de R$ 3,9 milhões. Cinco delas remontam à administração do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), entre 1997 e 2004, e outras duas à gestão de Sidnei Rocha (PSDB), a partir de 2005. Para Borges, os números seriam ainda maiores se considerados períodos anteriores ao pesquisado. Aponta ainda para investigações em andamento que poderão resultar em novos processos. “Esse valor é só uma amostra de 2006 para cá. Ações de 2001, 2002, por exemplo, não estão relacionadas. Além disso, há outros procedimentos que deverão virar ação civil pública”, disse. O promotor disse que os desvios de recursos públicos influenciam de forma direta na vida da população. “É um valor expressivo e que preocupa. Revela que altas somas poderiam estar sendo voltadas a ações sociais e prestação de serviços públicos, mas têm seus cursos prejudicados”, disse. O procurador do CAO, José Viegas, foi procurado pela reportagem, acerca das diferenças entre os dados do CAO e os indicados por Borges, e reconheceu que as ações podem representar um valor acima do oficial. “Não posso precisar, pois não fui o responsável pelo levantamento. Mas os números podem, realmente, ser maiores que os divulgados”, disse.

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