Padrasto acusado de estuprar enteada de apenas 12 anos


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CAMINHOS TORTUOSOS - A vítima caminha ao lado de sua mãe por uma estrada de terra na região do Buritizinho: mulher ficou revoltada com atitude da garota e disse ter sido traída por ela e o marido
CAMINHOS TORTUOSOS - A vítima caminha ao lado de sua mãe por uma estrada de terra na região do Buritizinho: mulher ficou revoltada com atitude da garota e disse ter sido traída por ela e o marido
Maria* é estudante da quarta série de uma escola pública de São José da Bela Vista. Tem apenas 12 anos, mas é “encorpada” e aparenta ser mais velha. Mesmo ainda sendo considerada uma criança, vinha mantendo relações sexuais com o padrasto há cerca de dois anos. No fim de semana, ficaram sozinhos em casa e voltaram a fazer sexo. A mãe da menina descobriu o crime sexual e denunciou o caso à polícia. Ao perceber que poderia ser preso, o lavrador LFM, 27, fugiu. Ele será indiciado e poderá ser preso por estupro. A ocorrência que deixou explícita a falta de estrutura familiar veio à tona nas primeiras horas da madrugada de domingo e teve como cenário um sítio localizado na região do Buritizinho. A mãe e o padrasto da vítima realizam serviços-gerais no local. Na manhã de sábado, o casal saiu de moto para visitar parentes da mulher perto de Patrocínio Paulista. “Logo depois, meu marido voltou para buscar minha filha lá em casa, mas demorou para voltar. Eles aproveitaram minha ausência para transar”, contou SSF, 30. Ela não teria desconfiado de nada até então. O lavrador e a menina só chegaram no fim da tarde à casa dos parentes. Os proprietários estavam matando um porco. A carne era servida aos presentes entre rodadas de cerveja e doses de pinga. “Dormiríamos lá, mas acho que ele ficou com ciúmes de ver ela dançando com alguém e começou a fazer graça e chamar para ir embora. Foi quando minha irmã estourou e disse que todos sabiam que os dois estavam transando, só eu que não”. Com a revelação, a mãe e os familiares ficaram revoltados e se dirigiram ao Plantão Policial, em Franca, para denunciar o caso. Aproveitando-se da confusão, o lavrador sumiu. Na tarde de ontem, ele ligou para a mulher e admitiu que ficava com a filha dela. “Ele alegou que minha filha ficava provocando e andando de calcinha na frente dele”. A garota disse não se lembrar há quanto tempo ficava com o padrasto. “Não tenho muita noção. Acho que fazem um dois anos”. Contou que o lavrador tinha ciúmes dela e não gostava de que se aproximasse de outros homens. “Às vezes, ele me obrigava a ficar com ele, outras vezes, não. Não gostava dele. Tô com muita raiva”. E por que nunca o denunciou antes? “Por medo e vergonha”. Mesmo que a vítima tenha consentido, o lavrador responderá pelo crime de estupro, pois, legalmente, ela ainda não tem idade suficiente para definir o que é certo ou errado. *Nome fictício

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