União Européia é o maior mercado


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Apesar de continuar sendo o maior comprador individual dos produtos francanos, os Estados Unidos sofreram um forte revés: deixaram de ser o bloco de maior peso nas vendas de sapatos da cidade. O feito de conseguir ultrapassar a única superpotência do planeta coube à União Européia, que já comprou mais de US$ 36 milhões dos francanos, ou 31,67% de tudo que foi vendido pela cidade. Os Estados Unidos, junto com Porto Rico, representaram apenas 26,97%, o equivalente a US$ 31,30 milhões. Na seqüência aparecem a Ásia e os países da América Latina, excluídos os membros do Mercosul. Essa perda de participação dos Estados Unidos e a diversificação do mercado comprador, de acordo com o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), Jorge Félix Donadelli, já era esperada desde a década de 80. “Já era previsto desde 1980. A Unesco fez um trabalho prevendo que em 30 anos o Brasil seria o maior exportador de sapato do mundo. Agora, o mundo descobriu que o Brasil tem um sapato especial. Além de qualidade, o país é primeiro do mundo que está se preocupando com conforto”. Embora ainda de maneira modesta, o Mercosul também vai comprando cada vez mais de Franca. O bloco, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, aparece pela primeira vez no ranking dos blocos que mais compram de Franca no estudo realizado em 2006, com 4,15% das vendas da cidade, ou US$ 9,53 milhões. Nestes primeiros meses do ano, o índice foi para 4,38%, somando US$ 5,08 milhões. Pode parecer pouco, mas o aumento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 18,91%, quando o bloco comprou US$ 4,27 milhões. Foram excluídos dos dados Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador, que participam do bloco como associados, e do México, classificado como país observador. O professor de economia e pesquisador do IPES/NEIC, Hélio Braga Filho, comenta que o comércio com os países do cone sul tende a aumentar, mas existe um problema com o principal parceiro econômico do Brasil na região, a Argentina. “A nossa participação no Mercosul ainda é restrita. Poderia ser maior. Envolve uma questão política, de relações internacionais. Enquanto a Argentina tem superávit, tudo bem. Quando inverte, ela começa a gritar”. Mesmo assim, a Argentina figura entre os dez maiores parceiros de Franca, atualmente na sexta colocação, com US$ 4,046 milhões comprados este ano. Em 2004, os “hermanos” estavam na quinta posição e compraram, durante todo o ano, US$ 6,44 milhões.

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