‘Minha ficha ainda não caiu’


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A dona de casa Renata Cardoso Carrijo, 34, e o sapateiro Ednaldo Carrijo, 41, se conheceram na adolescência. Eram vizinhos. A primeira tentativa de namoro, quando ela estava com 16 e ele tinha 23, não deu certo, durou apenas um mês. Três anos mais tarde, os dois se reencontraram, namoraram um tempo e foram morar juntos. Depois de mais de dez anos dividindo o mesmo teto, oficializaram a união e se casaram no civil. O casal teve seis filhos homens. O relacionamento, porém, foi interrompido de maneira trágica. Ednaldo morreu num acidente de moto em Franca há poucas semanas. Na tarde do dia 25 de julho, bateu com outro motoqueiro no cruzamento da Avenida Brasil e Rua José Abrão Miné. Ednaldo sofreu várias fraturas e ficou inconsciente com a batida. Na Santa Casa, resistiu poucos minutos e morreu. “Quando me contaram, não acreditei. Ele havia sofrido acidente com moto fazia uns quatro meses, machucou bastante, mas estava se recuperando bem. Pensei e queria que tivesse sido da mesma forma, mas não. Infelizmente, não”. Faz apenas 11 dias que ficou viúva, mas não acredita. Renata continua sem entender o que está acontecendo na sua vida e na dos seus filhos. “Minha ficha ainda não caiu”. Ela vive uma mistura de sentimentos: tristeza e preocupação são os principais. Ednaldo era o chefe da família. Agora, ela terá que fazer as vezes do marido. “Não tenho como trabalhar, pois preciso cuidar dos meninos”. O filho mais velho tem apenas 12 anos. Os outros estão com 10, 8, 5 e os gêmeos com 3 anos. A dona de casa conta com ajuda de familiares para se organizar. “Estou atrás das papeladas para conseguir pensão. Tenho de conseguir uma maneira para sustentar meus meninos. O Ednaldo está fazendo muita falta. Era um bom pai, bom marido, trabalhador. Não sei como será sem ele ao meu lado”.

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