Após cirurgias de reparação, criança continua internada


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“Urso”. Esse é o nome do rottweiler que atacou o garoto Guilherme*, de apenas 4 anos, na tarde de quinta-feira em uma chácara no Recreio Campo Belo. Segundo vizinhos, o animal apresenta histórico violento. Ele já estraçalhou gatos, correu atrás de mulheres e chegou a invadir o pátio da empresa de ônibus São José, onde teria rosnado para alguns funcionários. Ontem durante a tarde, o cachorro não foi mais visto na chácara. Vizinhos disseram que ele foi levado pelos donos à Vigilância Sanitária, para ficar dez dias em observação. O garoto de 4 anos continua internado se recuperando dos ferimentos. Ele teve o couro cabeludo rasgado pelo animal, cortes profundos no rosto e perdeu muito sangue. Ontem à tarde, Guilherme saiu da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional e foi para o quarto. Ele foi submetido a cirurgias para reparação das lesões. Segundo fontes do hospital, outras deverão ser feitas no nariz, que ficou dilacerado. Ainda não há informações se a criança ficará com seqüelas. A reportagem do Comércio tentou falar com a família da criança, mas tanto a mãe, o pai e familiares próximos se negaram a comentar o fato. Ainda não há a informação se o cão será sacrificado. Vizinhos de Guilherme contaram as cenas de terror que presenciaram no final da tarde de quinta-feira. “Foram gritos horríveis do menino dizendo ‘Mamãe o Urso vai me pegar’. E a mãe gritava. ‘Sai urso, vai pra lá’. Eu consegui abrir o portão e vi quando o cão pegou a criança. Ele queria mesmo era o menino”, disse a dona de casa Marli Santos. Segundo declarou moradores das imediações da chácara, o animal está com a família há aproximadamente quatro anos. Nos últimos dois anos, o rottweiler já tentou morder várias pessoas. “Uma moça grávida chegou a correr do cachorro. Uma vez ele escapou, entrou na minha casa e matou meu gatinho”, disse Marli. Ontem, moradores das imediações ficaram mais aliviados ao saber que o cachorro foi levado da chácara. “Tenho filho e me coloquei na pele dos pais da criança. Sabia que o cão era bravo, mas não a esse ponto, de atacar uma criança que convive com ele há tantos anos. Estou mais aliviada em saber que deste animal feroz nós estamos livres”, disse a pespontadeira MLSC, 35. *Nome fictício

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