O frentista José Nicodemos foi quem salvou a criança de 4 anos das garras do rottweiler. Em entrevista ao Comércio, José, que é vizinho da família do pequeno Guilherme*, contou que a cena do animal mordendo a cabeça do garoto jamais sairá de sua mente.
Comércio da Franca -Como foi o ataque?
José Nicodemos - Eu escutei os gritos e corri para ver. Quando cheguei lá, o cão estava arrastando e balançando a criança como se fosse um boneco.
Comércio - Ao ver a cena, qual foi sua reação?
Nicodemos - Corri em direção ao cachorro e tentei pegá-lo pelo pescoço. A cabeça do menino estava dentro da boca dele. Eu dava socos no cão, mas ele não largava.
Comércio - O cão tentou te morder?
Nicodemos - Não. Ele só mordia o menino. Parecia que estava roendo a cabeça dele. Foi aí que vi uma pedra e comecei a bater com ela na cabeça dele. Só assim ele largou a criança.
Comércio - Quanto tempo durou o ataque?
Nicodemos - Acho que um minuto, mais ou menos. Esses tempo parecia uma eternidade. Fiquei desesperado.
Comércio - Como estava o menino após o ataque?
Nicodemos - Teve um momento que pensei que ele estava desmaiado, pois parou de gritar, mas logo ele reagiu.
Comércio - O que a criança falava para você?
Nicodemos - Ah... ‘Socorro tá doendo’. Gritava muito, foi desesperador. Nunca mais vou esquecer. As mordidas foram fortes. O crânio do menino estava aparecendo. O couro cabeludo foi todo arrancado.
Comércio - E a mãe dele?
Nicodemos - Ela ficou em estado de choque, coitada. Olha, deve estar sendo muito difícil para ela...
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