Padre não é profissão, mas recebe salário


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“Ser padre é mais que uma profissão, é uma opção de vida”, define o padre José Ricardo Cintra, reitor da Casa do Propedêutico, seminário em que os vocacionados fazem o primeiro ano de estudos. Para ele, a diferença é de que padre não dedica apenas uma parte da vida à profissão, mas sim sua totalidade. “Padre não é uma profissão reconhecida em carteira. Nós pagamos INSS como autônomo”, disse. Ainda que pese a diferença, na Diocese de Franca, eles recebem mensalmente dois salários mínimos, que são vistos como uma ajuda de custo. Na hierarquia da Igreja, estão submetidos ao bispo, mas antes precisam estudar oito anos até a ordenação. A formação inclui duas faculdades, uma de Filosofia e a outra de Teologia. “Cada diocese estabelece um valor. Em Franca, vimos que esse é um salário ideal”, defende o padre Adilson Fortunato, chanceler do bispado. Para Fortunato, a comunidade francana acolhe bem os padres. “Os católicos de Franca e região tem um carinho grande para com os padres. Há inclusive, o Serra Clube Franca, um clube de serviços autônomo em que os leigos rezam pelas vocações e pela perseverança dos padres”, disse. O professor aposentado Ibirajar Borges de Freitas, vice-presidente de comunicação do Serra Clube, acredita que o padre é fundamental para o fortalecimento da fé. “O padre é a figura primordial na igreja. Ela não pode existir sem ele. Muitas vezes é uma figura-alvo de questionamentos, mas nós trabalhamos em sua defesa. Vemos no padre um representante de Deus entre nós”.

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