Agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) desmantelaram um forte esquema de distribuição de drogas em Franca com a prisão de duas mulheres. A polícia apreendeu com uma das acusadas três quilos de crack, um quilo de cocaína e dezenas de porções de maconha. Segundo informaram os investigadores, a droga está avaliada em R$ 100 mil.
A operação começou quando a polícia descobriu que um carregamento de crack chegaria à cidade dentro de um ônibus vindo de Ribeirão Preto. “Nós tivemos informações que uma mulher iria chegar com um quilo de crack no ônibus que chega à cidade por volta das 22 horas. Reunimos os investigadores e montamos o bloqueio”, disse o delegado Pedro Luiz Daláqua.
Quando o ônibus da viação Cometa se aproximou da base da Polícia Rodoviária na Rodovia Cândido Portinari, os agentes da Dise pararam o veículo e foram direto na curtumeira LMN, 22, moradora no City Petrópolis. “Já estávamos monitorando a mulher. Quando revistamos sua bolsa, encontramos um tijolo de crack. Ela foi contratada para transportar a droga”, disse o delegado.
Dando seqüência à operação, os agentes da Polícia Civil foram até a casa da curtumeira e, dentro de seu guarda-roupas, localizam uma grande quantidade de entorpecentes e dois revólveres, sendo uma pistola 380 municiada.
A polícia descobriu que a droga pertence a um traficante francano ligado ao crime organizado, que está preso em uma penitenciária do Estado. Ele e sua mulher, a estudante TQS, 24, estariam comandando a distribuição do entorpecente na zona norte de Franca, com auxílio de dois outros traficantes já identificados.
TQS foi presa durante a madrugada e, em sua casa, a polícia apreendeu celulares e extratos bancários que comprovariam seu envolvimento com o resto do bando. “Ela seria a responsável pela parte financeira da quadrilha. Os recibos de depósitos em contas bancárias podem comprovar isto”, disse Daláqua.
De acordo com a polícia, ainda restam dois homens integrantes da quadrilha que estão foragidos. “Já indiciamos os acusados, assim como aconteceu com as duas mulheres”, confirmou o delegado. A curtumeira LMN teria sido contratada por um desses integrantes da quadrilha para agir como “mula” de Ribeirão a Franca. As duas mulheres foram le-vadas para a cadeia de Batatais.
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