Mapear o emprego em todos os municípios paulistas para investir com eficiência os recursos públicos de capacitação para o mercado de trabalho. Essa é a proposta de Guilherme Afif Domingos, secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, para lidar com o desemprego no Estado. A intenção foi divulgada para 42 municípios da região de Franca na tarde de ontem, em evento realizado no Hotel Shelton. Franca deve ganhar, com a medida, cursos de capacitação na indústria calçadista, principal vocação da cidade.
O questionário será produzido por técnicos da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e mostrará a situação ocupacional de cada cidade. A análise vai mostrar o retrato dos diferentes setores e apontar os tipos de profissionais necessários em cada localidade, o que dará subsídio ao governo paulista a definir onde aplicar cursos de qualificação profissional. “É um trabalho essencial, já que precisamos saber qual a doença para dar o remédio correto. Se uma região tem mil vagas para telemarketing, não adianta formarmos dez mil pessoas.
Precisamos saber esses dados para não desperdiçar dinheiro público”, disse Afif.
Para a pesquisa, os prefeitos receberam um kit com um questionário que deverá ser devolvido num prazo máximo de 15 dias. Após a análise dos dados, o Centro Paula Souza deve coordenar o trabalho de aplicação e certificação dos cursos, que serão bancados pelo Estado. A Fundação Padre Anchieta coordenará a produção de conteúdo e a Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo Público) fará a avaliação dos resultados.
BUROCRACIA
Em sua palestra, Afif também destacou iniciativas para a desburocratização do Estado. O programa Desatando Nós, que envolve oito Secretarias de governo e é coordenado por ele, quer diminuir o tempo de abertura de empresas em São Paulo de 150 dias, índice de hoje, para 15 dias. “Temos a segunda maior burocracia do mundo, o que prejudica muito os pequenos”, disse.
Na mesma linha, o secretário defende a implantação do MEI (Micro-Empreendedores Individual), sistema tributário que permitirá aos trabalhadores informais um registro simplificado, pagando apenas 4% de imposto, desde que a renda conquistada seja inferior a R$ 3 mil mensais. Para R$ 500 de remuneração, o trabalhador pagaria R$ 60, incluindo custos da Previdência Social. “Vamos dar cidadania a quem é um empreendedor em potencial”, disse.
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