Por essa o Prefeito Sidnei Rocha não esperava. Normalmente com respostas na ponta da língua para todas as questões, o prefeito de Franca se viu sem palavras diante de uma pergunta do secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos. O democrata perguntou, durante sua apresentação na Caravana do Trabalho, se o prefeito sabia o número de trabalhadores informais da cidade. “Não tem como contar”, disse Rocha. Depois, em entrevista ao Comércio, confirmou. “Ele me pegou. Não tem como saber, não há levantamentos”.
Afora a pequena saia-justa, o prefeito francano fez um eloqüente discurso em que defendeu a qualificação profissional e o investimento em tecnologia como os principais pontos para a superação da crise pelo setor calçadista. “Não adianta competirmos em preço com a China, que produz com apoio estatal. O diferencial do nosso sapato é a qualidade”, disse.
O prefeito ainda ressaltou que não considera o câmbio um fator maléfico para os calçadistas, mas sim um “ponto de mudança evolutiva”. “Se estivéssemos com o dólar a R$ 4, todo mundo estaria nadando de braçada, como já aconteceu, e não haveria investimento em qualificação e tecnologia. Estamos aprendendo que só estes dois fatores podem tornar Franca competitiva para o mundo”, disse.
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