Ilhós. Uma peça minúscula utilizada para passar o cadarço no calçado ou mesmo como enfeite, mas que muitas vezes passa despercebida aos olhos do consumidor. Assim como ele, os cadarços, alto-relevos, tacos e muitos outros pequenos componentes geram empregos, fazem diferença e agregam valor ao produto.
Nilton Schnaidman, representante de vendas da VMP Metais, trouxe de São Paulo para a Fenafic os ilhoses. São vários os modelos, tamanhos e cores. Utilizado em tênis como enfeite e para passar cadarços, os ilhoses não saem prontos de uma máquina específica. Da preparação do latão oxidante (material usado para a produção) até a finalização do produto são pelo menos treze etapas. “Começamos com a tira do latão e, aos poucos, vão se formando os ângulos que se transformam na peça”.
Para a produção de cerca de 300 mil ilhoses por dia, são necessárias 15 pessoas. O número é pouco porque a produção é automatizada, mas Nilton garante: “Dá trabalho”. Para ele, o ilhós é hoje essencial na fabricação do calçado. “Ele agrega valor e embeleza. E, quando utilizado um bom material, como o latão, a garantia é de um produto de qualidade”.
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Quem também mostra um único produto na feira é a Cordofran. A fábrica de cadarços existe há 20 anos em Franca e tem capacidade para produzir 120 mil metros por dia. A empresa tem 600 máquinas e 18 funcionários. Para cada 60 máquinas, há apenas um operador. Tarcísio Maniglia, representante comercial da Cordofran, lembra que o produto é um acessório de grande importância.”Os sapatos não saem da fábrica sem ele”.
Diferente do cadarço, necessário na fase final da produção, as altas-freqüências são enfeites feitos em borracha, couro ou sintético, usados para identificar a marca. A Leger, de Franca, apresenta os altas-freqüências na Fenafic. “Temos 700 clientes em todo Brasil e trabalhamos com as mais diversas marcas”, conta o diretor da empresa, João Franscisco.
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