Calcinhas, sutiãs, camisolas, baby doll e pijamas fabricados em Franca estão conquistando o mundo. Por mês, mais de 6 mil peças são comercializadas com outros países. Pelo menos três empresas da cidade têm destinado parte de sua produção mensal, em média 15%, para o mercado exterior. As peças saem de fábrica custando de R$ 20 (a linha básica) a R$ 200 (a linha noite) e caem no gosto das estrangeiras.
Com 40 funcionários, a Loik Moda Íntima é uma das pioneiras do ramo. A produção surgiu há 16 anos, como fonte de renda extra. Logo se tornou a principal. A empresa produz 8 mil conjuntos por mês nas linhas dia, noite e praia. Boa parte acaba indo para no Japão, Suíça e Estados Unidos. “Ainda exportamos pouco, em torno de 30%, mas estamos empenhados em conquistar novos mercados”, disse Silvio Henrique de Faria, proprietário.
No mercado interno, a Loik tem distribuidores em Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas e Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Lázaro Adriano Zani, proprietário da Larulp Lingerie, é outro empresário do setor a conquistar espaço no mercado internacional. As peças fabricadas em um barracão da Avenida Elisa Verzola Gosuen, no Jardim Ângela Rosa, em Franca, podem ser encontradas na Espanha e Inglaterra. “Estamos em contato com a França. Em breve, deveremos receber a visita de um cliente que deseja levar nossas peças para sua loja em Paris”.
A Larulp emprega 30 funcionários e produz 15 mil peças por mês, entre lingerie, praia e fitness. No mercado interno, está presente em quatro estados e possui seis lojas exclusivas. “Esse é um mercado muito promissor. As mulheres são consumistas. Estudos mostram que o consumo médio costuma ser de oito peças ao ano”.
a diferença
Para Eunice Aparecida de Deus Oliveira, proprietária e responsável pela criação da Lagasi, o fato das peças francanas serem de qualidade, sensuais e com design ousado, contribuem para o sucesso do setor. “Tenho uma cliente americana que não se cansa de elogiar as nossas lingeries. Ela ficou encantada com o acabamento, as cores e a criatividade. Por meio de amigos e clientes como ela, tem conquistado espaço lá fora. Ainda não é uma exportação como a de calçados, mas nossas peças, mesmo que em pequena escala, chegam ao Japão, Estados Unidos, França e Itália”.
Outro fator apontado para a conquista de mercado internacional é o preço competitivo das mercadorias francanas.
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