Considerada uma das pioneiras no setor de lingeries em Franca, a Frelith Moda Íntima tem 18 anos de mercado. No início com uma produção caseira, a família aproveitava os conhecimentos da área calçadista para ajudar na confecção das peças. O negócio deu certo, a fábrica cresceu e precisou recorrer a mão-de-obra desempregada das fábricas de calçados para montar seu quadro de funcionários.
A empresa emprega 30 funcionários. A maioria é de mulheres e trabalhava como pespontadeiras. “Aproveitamos essa mão-de-obra. O processo é muito semelhante, mas ainda foi preciso um treinamento para lidar com materiais mais leves”, disse Thaís Kelen da Silva, estilista e filha dos proprietários da Frelith.
A semelhança entre as produções de calçados e lingerie é tanta que os funcionários das empresas de confecção até fazem parte do Sindicato dos Sapateiros e têm o mesmo piso salarial. Inicialmente, uma costureira ganha dois salários mínimos mensais.
Thaís lembra também que as mulheres predominam porque o processo de fabricação é delicado e são poucos os homens costureiros disponíveis no mercado. “Os homens que temos na empresa trabalham no corte e no acabamento. São serviços mais pesados”.
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