O cafeicultor de Pedregulho, Dirnei de Barros, não anda nada satisfeito. A previsão dele era colher 1,2 mil sacas. Não deve chegar a mil. “Acho que deve render 900 sacas. Ficou muito baixo em comparação com o ano passado, quando colhi 6 mil”. Mesmo com uma produção menor, o cafeicultor não venderá o café rapidamente. Assim como 80% da produção regional, os grãos produzidos na propriedade de Dirnei de Barros ficarão armazenados.
O cafeicultor espera preços mais altos para negociar a produção. Atualmente, a saca de 60 quilos é vendida, em média, por R$ 220. O valor é considerado baixo pelos produtores que, em sua maioria, pediu empréstimo em banco para custear a produção. “Esse preço é péssimo para o produtor. O ideal seria R$ 300 a saca. Acredito que a maioria dos cafeicultores consegue segurar a produção em armazéns até fevereiro para que o preço melhore”, disse o presidente do Sindicato Rural de Ibiraci, Gaspar Reis Tavares.
A grande vilã da queda da safra deste ano, além do fenômeno natural (bienalidade), foi a seca. As altas temperaturas (de até 30 graus) no ano passado prejudicaram a florada e o nascimento de grãos. Além disso, nem todos trataram da plantação como deveriam. “A safra do ano passado foi a maior dos últimos sete anos. A planta sente. Em algumas fazendas, a queda deve chegar a 80%”, disse Víctor Alexandre Ferreira.
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