Trazido para Franca há 12 anos, o Jiu-Jitsu vem onquistando espaço entre os jovens da cidade. Mesmo com apenas uma década de história, o esporte já conta com mais de 400 praticantes, que treinam em seis academias francanas. No último fim de semana, a cidade deu mostras de força no Campeonato Mundial da modalidade, realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A delegação francana, composta por 15 atletas, conquistou onze medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e sete de bronze (veja quadro nesta página). O sucesso foi tanto que uniu as academias, dispostas a acabar co o preconceito com a luta e mostrar os motivos de seu sucesso junto aos jovens.
O Jiu-Jitsu tem origens na Índia, onde era praticado por monges budistas. Seu nome significa "arte suave" e a técnica está baseada na auto defesa, nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e armas. Os golpes válidos são aqueles que procuram neutralizar, imobilizar, estrangular, pressionar, torcer articulações e imobilizar o oponente. No Brasil, o esporte chegou em 1915 através do mestre japonês Esai Maeda Koma, que teve como principal discípulo Carlos Gracie.
Começava aí a formação do clã que domina o Jiu-Jitsu até os dias de hoje e que popularizou a luta nos EUA e Japão vencendo disputas de Vale Tudo.
No Rio de Janeiro, muitos praticantes da luta são conhecidos por problemas com a polícia. André Bispo da Costa, o "Jackão", um dos precursores do esporte em Franca, afirmou que os brigões são a minoria entre os praticantes do Jiu-Jitsu. "São pessoas descontroladas que usam seus conhecimentos para praticar a violência, mas quem ama o esporte luta só no tatame das academias", afirmou. Se esta violência não acontece em Franca, a rivalidade é marca registrada entre os atletas das academias da cidade.
O Mundial em São Paulo, domingo passado, foi uma ocasião ímpar para reunir lutadores das diferentes academias da cidade. Até mesmo a reportagem do Comércio só os manteve unidos enquanto eram feitas as fotos e as entrevistas. Praticante do esporte há oito anos, Diego Galante é um dos principais nomes do Jiu-Jitsu francano. Ele reconhece os problemas do passado, mas afirma: "hoje, é diferente", disse. No próximo fim de semana, os lutadores viajarão para Ribeirão Preto, onde está programado um torneio regional de Jiu-Jitsu. A expectativa é de mais conquistas. "Vamos com nossa equipe completa e, com certeza, temos boas chances de repetir os resultados satisfatórios", completou Jackão.
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