Viciado furta bombons de varejão e vai para a cadeia


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Internado três vezes no Alan Kardec, viciado em drogas é preso e confessa na delegacia que furta para comprar crack. Na foto, EJSS presta depoimento ao investigador Marcos Alves
Internado três vezes no Alan Kardec, viciado em drogas é preso e confessa na delegacia que furta para comprar crack. Na foto, EJSS presta depoimento ao investigador Marcos Alves
EJSS, 27, está desempregado. Desde os 7 anos fuma cigarros e começou a usar maconha e crack aos 14. Para sustentar o vício, pratica furtos e sua ficha criminal é ampla: já esteve preso duas vezes e foi internado três vezes no Hospital Psiquiátrico Alan Kardec. Hoje, se diz viciado apenas em crack e afirma não conseguir trabalhar. Ontem pela manhã, foi preso e recolhido à cadeia porque furtou duas caixas de bombons. Confessou que iria trocá-las por pedras de crack. Assim que um varejão na Avenida Orlando Dompieri abriu as portas, na manhã de ontem, EJSS resolveu agir. Faltavam poucos minutos para as 8 horas e ele já estava à procura de qualquer coisa que pudesse furtar para trocar por crack. O desempregado entrou no estabelecimento e, achando que ninguém estava o observando, pegou da gôndola duas caixas de bombons e colocou-as sob as roupas. “Os funcionários viram o rapaz escondendo o chocolate e quando ele saiu conseguiram agarrá-lo. Quando chegamos, ele já estava dominado. É um ladrão conhecido que só furta supermercados”, disse o soldado Talmeli, da Polícia Militar. Sem esboçar reação, o desempregado foi levado por uma viatura da PM ao 5º Distrito Policial, e confessou que iria tentar vender os chocolates para comprar drogas. O delegado Hélder Rodrigues indiciou em flagrante o rapaz por furto e mandou recolher o viciado na cadeia. De acordo com o delegado, apesar do produto representar um pequeno valor, os antecedentes criminais do acusado determinaram sua prisão. “Ele foi recolhido porque tem outras passagens pelo mesmo crime. Este mesmo indivíduo, no sábado passado, foi flagrado furtando bombons no mesmo varejão. Na ocasião, os comerciantes não quiseram fazer nada contra ele”, disse o delegado.

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