Dívida impede ajuda municipal


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O problema vivido pela família de Adriana Silva no Jardim Luiza II parece estar longe do fim. A Prohab, que esteve na residência e comprovou irregularidades e riscos, poderia financiar a construção de outro imóvel e dividir o valor em prestações baixas, mas, como a moradora deve IPTU, não poderá ser ajudada até que quite a dívida. Adriana devia três anos dos tributos e conseguiu cancelamento de um deles. Agora, a dívida de dois anos soma R$ 100. “Não tenho como pagar”, disse Adriana. Mesmo ciente das dificuldades da família, Vanderlei Tristão, superintendente da Prohab, diz que não abrirá exceção. “A Prohab é uma empresa pública. Não faz doações. A lei não permite que emprestemos dinheiro a pessoas que devem ao município, como é o caso de Adriana”. Ele sugere que ela procure a Ação Social e tente o cancelamento ou negociação dos impostos atrasados. Dalva Deodato, diretora da rede de Assistência Social, disse que Adriana já tem acompanhamento da pasta e lavou as mãos em relação às condições de moradia da família. “É um imóvel em situação precária, feito sem acompanhamento técnico e a Prefeitura não responde por esses casos. Habitação não é competência nossa; não temos recursos nem técnicos para discutir e resolver esses problemas”. Vítimas do jogo de empurra-empurra dentro do poder público, Adriana, o marido e as quatro crianças continuam dormindo preocupados e com medo da casa despencar sobre eles.

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