Câmara aprova separação de hidrômetros em predinhos


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A Câmara aprovou, ontem, por unanimidade, o projeto do Executivo que prevê a separação dos hidrômetros em moradias populares na cidade. Com isso, 1,8 mil famílias serão beneficiadas e economizarão R$ 300 cada, preço do equipamento. Mais de 40 pessoas estiveram presentes ao plenário para acompanhar a votação e, ao final, comemoraram. “Eu estava cansada de pagar minha água e torcer para que todos pagassem. Agora, isso acabou”, disse Mara Santana, 25, moradora do Leporace. Um fenômeno que não pôde deixar de ser notado na sessão foi o apreço dos parlamentares por casa cheia. Normalmente, não mais que um ou dois vereadores fazem uso da tribuna. Ontem, nove deles discursaram aos presentes. Um dos mais entusiasmados era Zezinho Cabeleireiro (PTB). Boa parte dos beneficiados com o projeto moram em seu reduto eleitoral, a zona leste. Casos dos Jardins Alvorada e Paraty. “Essa medida vai favorecer a população mais pobre”, discursou. O restante da sessão, que tinha tudo para ser tranqüila, acabou se tumultuando com embates entre situação e oposição. Em todas as matérias, Gilson Pelizaro e Silas Cuba, ambos do PT, subiam à tribuna e apontavam falhas de contexto nos projetos. As discussões se acirraram mais no projeto que autorizava a construção de edifícios com altura superior a 44 metros e no que previa a alteração na LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) para liberação de R$ 5 milhões para recapeamento de asfalto. No fim, todos foram aprovados, mas Pelizaro conseguiu deixar de mau humor os vereadores da situação. Jépy Pereira (PSDB), em certo momento, irritou-se. “Não é possível, o cara está contra tudo”, disse, na ante-sala da Câmara. O petista não se incomodou com o comentário do tucano. “Minha função é essa. Não posso ir assinando tudo”.

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