Samello pode terceirizar produção


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O objetivo da Calçados Samello é voltar a produzir sapatos com sua marca até o final deste ano. Não na quantidade elevada que já fabricou, mas modestamente, em ritmo de recomeço. Pelo plano de recuperação judicial, a Samello fecharia 2007 com 102 mil pares vendidos no mercado interno e 79 mil no exterior. Previsão modesta, se comparada à produção de 2004, quando foram comercializados mais de 1,3 milhão de pares. Apesar disso, a retomada não sairia barata. Seriam necessários, pelo menos, R$ 5 milhões para sua efetivação. Diante disso, além da já anunciada tentativa de vender todos os bens do grupo, outra saída aventada pela diretoria da empresa é a terceirização da produção a outras indústrias para levantar capital de giro. Segundo o presidente da Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, a empresa já começará a trabalhar nesse sentido tão logo a proposta de recuperação seja aprovada pelos credores. “Tão logo a gente confirme a aprovação do plano, temos de nos mobilizar no sentido de voltar a produzir. Mas o licenciamento ou terceirização da marca também são possibilidades interessantes”, disse. “O que não podemos é parar. Precisamos levantar capital de giro e recolocar a Samello no mercado”. SÂNDALO Outra gigante do setor calçadista que optou pela terceirização da marca é a Calçados Sândalo. Sem produzir desde janeiro, em processo de recuperação judicial (pedido em maio) e com dívidas superiores a R$ 6,1 milhões, o caminho encontrado foi repassar a produção a cinco empresas licenciadas. O número de funcionários diretos foi reduzido de 260 para 20 profissionais, que fiscalizam as áreas de desenvolvimento de produtos, comercial e marketing. A produção despencou de 4,4 mil pares de calçados dia para 2,6 mil. Ainda assim, a terceirização é vista com bons olhos pelos diretores da Sândalo. “O licenciamento é 100% positivo. Tinha a dúvida do cliente quanto à qualidade, mas quando eu mostro, provo, faturando pedidos com boa qualidade, o mercado já se sente mais tranqüilo”, disse o gerente de marketing, Téti Brigagão.

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