Se pudesse voltar no tempo, certamente o desocupado Elson Antônio Chagas, 42, teria pensado duas vezes e desistido de assaltar uma empresa ontem à tarde. Deu tudo errado: foi seguido pela vítima, levou uns tapas de populares e foi entregue à polícia. Curtirá o inverno na cadeia.
Eram 14 horas, quando o criminoso invadiu uma fábrica de solados na Rua Arnoud Faria Junqueira, Jardim Paulistano, e anunciou o assalto. “Ele chegou fazendo ameaças e pedindo para entregar tudo o que tinha. Falava para eu ficar bem quietinha e não fazer nenhum gesto. Fiquei apavorada, pois, minutos antes, meu filho me contou que havia sonhado que tinha levado um tiro na barriga.
A cena veio na minha mente na hora e fiquei apavorada”, contou a mulher que estava na recepção.
Elson pegou R$ 4, um celular e uma correntinha e fugiu em direção aos fundos do bairro. Atraído pelos gritos de socorro da mulher, o empresário Renato Ferreira de Oliveira, 27, saiu em perseguição ao assaltante. “Ele estava andando normalmente e, ao me ver, saiu correndo. Algumas pessoas que estavam na rua o agarraram e o seguraram até a chegada da polícia”.
Antes de ser levado à delegacia, o acusado levou um “corretivo” - leia-se, socos e pontapés - de populares. Questionado pela reportagem sobre o frustrado roubo, limitou-se a reclamar de dor. “Ai, ai. Está doendo”.
Elson foi autuado em flagrante e recolhido à cadeia do Jardim Guanabara. “A gente trabalha, luta para ter as coisas e os outros querem pegar de mão beijada. Isso é o que mais revolta a gente”, finalizou o empresário.
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