Câmara vota separação dos relógios em predinhos


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Graciela Ambrósio (PDT), primeira a lutar pela instalação, em foto de arquivo na Câmara
Graciela Ambrósio (PDT), primeira a lutar pela instalação, em foto de arquivo na Câmara
A Câmara vota na sessão de hoje a individualização dos hidrômetros para as moradias populares em Franca. O projeto de lei, de autoria do Executivo, se aprovado, beneficiará diretamente a 1,8 mil famílias. O custo da melhoria será de R$ 534 mil, bancados pela Prefeitura. Salvo alguma anormalidade, a votação caminha para ser simbólica, graças à repercussão positiva que terá em bairros populosos (e com milhares de eleitores) que contam com predinhos da CDHU (Companhia do Desenvolvimento Habitacional e Urbano), como Parque Vicente Leporace, City Petrópolis e Jardins Paraty e Alvorada. Cada morador economizará o valor do equipamento, em torno de R$ 300 cada um. A iniciativa da individualização foi apresentada pela vereadora Graciela Ambrósio (PDT) como emenda ao contrato entre a Prefeitura e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), mas, após um acordo entre a vereadora e o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), o tucano vetou a emenda e elaborou um projeto de lei com o mesmo conteúdo. Graciela disse que a divisão da proposta com Rocha não a incomoda e que o principal, para ela, é que “as pessoas sejam beneficiadas com a benfeitoria”. Já o prefeito reconheceu que poderá, em uma eventual busca pela reeleição, utilizar-se politicamente do projeto. “Não vou discutir o óbvio”, disse, recentemente, em seu gabinete. Até Gilson Pelizaro (PT), ferrenho opositor à administração tucana, reconheceu que a jogada política do prefeito foi perfeita e que, desta vez, não terá como atrapalhar. “Se não me engano, a própria CDHU tem recursos destinados a isso, o que dispensaria o investimento da Prefeitura, mas se eu não conseguir confirmar isso, votarei com ele (Rocha) sim”. PAUTA FRIA O restante da pauta estará light. Dos dez projetos previstos, seis são de autoria do prefeito e dos quatro restantes somente o do presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), que prevê regulamentação para instalação de casas de shows, poderá gerar alguma discussão. A idéia é mudar a legislação atual, que proíbe a instalação de estabelecimentos do gênero a menos de 200 metros de hospitais, escolas e igrejas. A abertura passaria a ser liberada para as casas dotadas de isolamento acústico.

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