Uma licitação ‘entre amigos’


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O ex-secretário de Planejamento Wilson Teixeira era chefe de Marco Antônio Franceschi, funcionário da Prefeitura que realizava os orçamentos das obras. Marco era casado com Taísa Franceschi, dona da Betontest, que venceu uma licitação para realizar o projeto técnico da obra do Bagres. Para realizar a avaliação, ela contratou Virgínio Reis, amigo de Wilson Teixeira e da família Franceschi. A licitação vencida por Taísa, no valor de R$ 40 mil, avaliou que as obras para contenção de enchentes no Bagres custariam R$ 4,2 milhão. O valor era R$ 1,2 milhão maior do que orçamento semelhante de autoria de técnicos da própria Prefeitura. Taísa era nora de Darcy Franceschi, um dos sócios da FFC Engenharia, empresa que participou da licitação vencida pela Betontest e que tinha interesse na execução das obras avaliadas em R$ 4,2 milhões. O sócio de Darcy na FFC era José Eduardo Corrêa, amigo íntimo de Wilson Teixeira, que era sócio da Infratécnica, outra das empresas participantes na licitação. De fora da dança aparece Caetano Perobelli, ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação. Ele foi implicado no caso por improbidade, mas não tem relação pessoal com os envolvidos.

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