Lixeiro morre esmagado por caminhão


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Bombeiros e policiais militares foram ao local, mas nada puderam fazer para salvar a vítima: após ser atingido pelas rodas do caminhão, corpo de Jean D’ílio Rodrigues, 19, ficou estendido no meio da rua
Bombeiros e policiais militares foram ao local, mas nada puderam fazer para salvar a vítima: após ser atingido pelas rodas do caminhão, corpo de Jean D’ílio Rodrigues, 19, ficou estendido no meio da rua
Um funcionário da Colifran - empresa que presta serviço para a Prefeitura na coleta de lixo em Franca - morreu atropelado por um caminhão da própria firma, ontem, quando recolhia resíduos domésticos no Jardim Luiza II. Jean D’ílio Rodrigues, 19, caiu debaixo do veículo e teve a cabeça dilacerada pelas rodas. Colegas de trabalho ficaram revoltados com o acidente e denunciaram que o caminhão não oferece condições de segurança. Como forma de protesto, eles se recusaram a retomar a coleta. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas e poderá responsabilizar a direção da empresa. Jean era solteiro e morava com os pais no Jardim Aeroporto I. Trabalhava na Colifran desde janeiro de 2006. Ângelo, um dos seus três irmãos, também é lixeiro. A vítima saiu de casa por volta das 6 horas e seguiu para o serviço. Os coletores se reúnem na sede da empresa às 6h30 e depois seguem para seus trechos, como são chamadas as regiões em que fazem a coleta do lixo. Jean era o responsável pela área compreendida pelos Jardins Paineiras, Vera Cruz III, São Tomaz e Luiza II, todos localizados na zona norte de Franca. Ele trabalhava em um caminhão “microcoletor”. O modelo é menor do que os habitualmente vistos pelas ruas da cidade e comporta apenas dois lixeiros (os maiores levam de quatro a cinco). Eles viajam dependurados nas laterais e têm menos espaço para se apoiar. [FOTO2] Jean ocupava o lado direito do caminhão e o amigo Joel Alves, 37, o esquerdo. O veículo era conduzido pelo motorista José Antônio Santos, 45. Às 8 horas, a equipe começou a fazer a coleta na Rua Almerinda Dominisi Chiareli, Luiza II. É um trecho de subida acentuada. Minutos depois, a tragédia. “Não deu para perceber nada. Só ouvi o barulho. Estava devagarinho. Não sei o que aconteceu”, contou o motorista. O outro coletor disse que Jean havia descido para recolher resíduos na calçada de uma casa. “Ele pegou o lixo e jogou na caçamba. Como eu estava do outro lado, não deu para ver o que aconteceu depois. Ao ouvir o barulho, desci correndo e me deparei com o corpo dele ensangüentado. Acredito que ele tenha escorregado do estribo e caído debaixo do caminhão. Estou transtornado. É muito triste ver um amigo morrer dessa maneira”. Como o motorista e outro lixeiro não presenciaram a queda, mesmo estando em baixa velocidade, o caminhão passou as rodas traseiras do lado esquerdo sobre a cabeça de Jean. Ele teve morte instantânea. Aos policiais, não restou outra alternativa a não ser preservar o local e coletar informações para tentar esclarecer as causas do acidente. A investigação será de responsabilidade do 5º DP. “Se ficar comprovado que o motivo foi a falta de segurança do caminhão, o responsável pela empresa responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar)”, disse o delegado Hélder Rodrigues. O corpo de Jean está sendo velado na casa da família, na Rua Octávia Neiva Borges, 642, Aeroporto I, e será sepultado hoje às 8 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com trabalhos da Funerária São Francisco.

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