O Campeonato Varzeano começa neste sábado com dois jogos e, no domingo, tem outras três partidas. E envolvendo toda essa expectativa para o apito inicial, há a promessa de uma competição inovadora com relação aos anos anteriores. O principal motivo para isso é que agora os atletas, quase todos os chamados "de fim de semana", terão seguro no caso de se machucarem e terem de faltar ao serviço por alguma lesão.
Como a maior parte dos atletas não faz treinamento para condicionamento físico, a probabilidade de machucar-se é grande.
Além disso, o campeonato permanece com dez equipes, mas algumas torcidas serão diferentes, neste caso estão a dos times do São Luiz, Leporace e Vila Nova, clubes que voltaram à competição neste ano. Já Internacional, atual campeão, Atlético, Vila Formosa, Miramontes, Franca, Ipiranga e Corintinha são competidores do ano passado.
Presidente do Vila Formosa, Samuel Aparecido de Oliveira, está otimista com o campeonato. "Tem inovação muito boa (o seguro). É uma segurança maior para os jogadores e para a diretoria." A equipe dele joga contra o Internacional, hoje a partir das 13 horas.
O diretor do Miramontes, Osmar Francisco Gaia, entende que os R$ 100 gastos mensalmente com o seguro não é um valor alto. "Ajuda muito e esse dinheiro é pouco se for dividido entre os jogadores e o clube." A equipe estréia contra o São Luiz amanhã, a partir das 8h15, no próprio campo.
Representante do principal grupo beneficiado pelo seguro, o atacante Birigüi, artilheiro de 2006 com 10 gols pelo Internacional, comemora. "Os atletas vão gostar dessa novidade."
Com esse projeto do seguro, os problemas pré-campeonato foram praticamente esquecidos. Houve briga devido a times não comparecerem às reuniões da Liga, ameaças de suspensão para outros, como o Internacional, desavenças que motivaram até pedidos de cancelamento do campeonato. "Esse ano foi mais conturbado que o de 2006, mas tudo deu certo", comentou o representante do Formosa, Samuel de Oliveira.
Se não bastasse tudo isso, a segurança promete ser um atrativo a favor da várzea na queda-de-braço por jogadores do chacrobol.
Como os clubes deste último sempre pagam, ao menos R$ 30 por jogo, às vezes levam vantagem e tiram atletas dos times do Varzeano. "Muita gente falou que vai largar o chacrobol para ficar na várzea. Eu vou fazer isso", comentou Birigüi, motivado pela maior segurança.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.