O Estado-Nação mantém uma forte trajetória de centralização, autoritarismo e concentração de poder. Romper esta série histórica tem exigido um exercício, um combate mesmo, sobretudo em municípios onde se recriaram com força, fenômenos do coronelismo, assistencialismo e autoritarismo. A Constituição de 88, no aprimoramento da democracia, entrega à sociedade Conselhos Gestores, ‘cooperadores’, na construção de uma sociedade mais justa.
A modernização acelerada e o desenvolvimentismo nos anos 50, promovidos por Juscelino Kubitschek, foram responsáveis por grave crise econômica e política, pressionando a abertura do regime militar, que predominava desde o golpe de 1964. Esta agressão ao sentimento do povo brasileiro suscitou o renascimento de forças no meio urbano e rural, redesenhando o cenário em que o social transforma-se em espaço de reivindicações coletivas, permitindo que segmentos espoliados venham dizer o que querem, redirecionando e ressignificando as propostas sociais.
Na década de 80, são consolidadas formas de participação popular no fazer político, imprimindo maior dinamismo e gerenciamento da coisa pública. Imediatamente após a promulgação da Constituição Federal de 1988, a mobilização permanente passou a ser garantida e alimentada nos fóruns, seminários e conferências, com o objetivo de discutir regulamentação das propostas incorporadas pelos projetos de lei até então firmados. Apresenta-se então uma nova forma de fazer política e ao acompanhamento das ações do Estado.
Os Conselhos Gestores, de uma maneira geral, embora atuantes, sofrem de uma certa ‘timidez política’ quanto à mobilização e articulação de forças. De acordo com Dalva Deodato Taveira, Diretora da Rede de Assistência Social em Franca, com larga experiência e efetiva participação em conselhos do tipo, a rotatividade dos conselheiros a cada dois anos tem dificultado o aperfeiçoamento das práticas, num espaço de leis complexas, mudanças repentinas no ordenamento político, relativas a prioridades, condicionalidades, causando via de regra um retrocesso, exigindo capacitação permanente. O conhecimento, afirma Dalva, leva à luta, e o desconhecimento é um risco à imobilidade.
Revisitar a história de lutas sociais e suas conquistas, tem o poder de trazer de volta o entusiasmo (do grego ‘en’ + ‘theos’) que significa sopro divino, ser penetrado por sopro divino, uma exuberância de sentimentos com as características necessárias, como abundância de ações e palavras que empolgam e arrastam os demais. Nos tempos atuais, de descrença nas instituições, esse entusiasmo está sufocado no mar de indignação do povo brasileiro frente à usurpação da sua dignidade..., adormecidos, acovardados, perplexos!
Existe uma riqueza muito grande de saberes específicos, aprisionados nos fóruns, nos conselhos, nos movimentos sociais, se mobilizados, articulados, capacitando, animando aqueles que se consideram incapazes, ou mesmo aqueles que certamente não encontram espaços para se manifestar, vozes sufocadas, pelas diversas Bolsas (família, renda mínima, renda cidadã). Os Conselhos Gestores, à medida que conseguirem disseminar que esses espaços podem se concentra nos conselhos e sair do restrito a conselheiros, com certeza estarão coroando a luta dos antecessores.
OPINIÃO
Franca abriga aproximadamente 35 conselhos, dos quais, 20 estão ativos. De acordo com a assistente social Profª. Edna Pacheco, que tem atuado de forma competente, responsável e com um ‘entusiasmo’ sempre renovado, ‘há carência de uma mobilização ampla da sociedade, para esse novo modo de participação popular, os conselhos municipais, que são responsáveis pela definição das diretrizes do que pode acontecer nas áreas específicas, em razão da não tradição do protagonismo político, individual ou coletivo’.
PAUSA PARA O CAFÉ
Hillary Clinton, a senadora candidata, comparece ao café, apressada, posto que em plena campanha, mas como todo candidato que se preza, não faltou ao cafezinho, mesmo não sendo eu sua eleitora, inteligentemente quis deixar boa impressão! Será que os Estados Unidos estão preparados para receberem-na como presidente? Sei não!
Gerald Ford em conversa informal, certa vez afirmou que ‘depois da primeira mulher presidente nenhum homem seria eleito nos Estados Unidos’.
Exagero? Café com gosto de expectativa, gotas de verde dólar.
VAIA JUSTA!
Presidente não gostou e encolheu com a saia-justa das vaias históricas do Pan, prenunciando as eternas que lhes serão ofertadas. Coitadinho dele! De tão traumatizado teve até terçol (dizem que estresse dá terçol). Destinou recursos, preparou discurso “inflado”, do tamanho de seu ego, e não o proferiu. De acordo com o jargão político ‘carregou piano para outro tocar’.
Quem faturou politicamente foi o presidente, mas o outro, o do Pan. Quer saber, como é praxe no seu governo. Relaxa e goza, presidente!
BATERAM MINHA CARTEIRA!
Vira e mexe a Câmara Municipal põe os pés pelas mãos, criando despesas e compromissos em instâncias onde não lhe compete deliberar. A lei passa, quer dizer, é aprovada, e vamos ver no que dá. Principalmente para não se comprometer com alguma representatividade expressiva! E preciso ‘timing -out’, quero dizer, “epa”, “peraí”, “senão vejamos”! No affair ‘hidrômetros-Sabesp’, predominou a elegância da vereadora Graciela Ambrósio. “Isso não me importa’, declarou ao Comércio. ‘O importante é que ajudaremos pessoas”, finalizou.
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